Portal de Conferências do Laboratório de Tecnologias Intelectuais - LTi, III Congresso Nordeste de Medicina de Família e Comunidade

Tamanho da fonte: 
ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E A INCORPORAÇÃO DE NOVAS PRÁTICAS PARA OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE DA FAMÍLIA: AVALIAÇÃO FUNCIONAL E COGNITIVA DE IDOSOS
Danielle Pereira Dourado, MARCO T A M RIBEIRO, Emilia Soares Chaves, Ivana Cristina de Holanda Cunha Barreto, Tatiana Monteiro Fiuza

Última alteração: 2014-08-15

Resumo


Introdução: A avaliação funcional é essencial para o estabelecimento de um diagnóstico, um prognóstico e um julgamento clínico adequados, que servirão de base para as decisões sobre os tratamentos e cuidados necessários às pessoas idosas. A avaliação cognitiva também deve ser realizada pelos profissionais de saúde na atenção primária, pois auxilia na identificação das principais alterações na saúde mental. Este trabalho é um recorte da Dissertação do Mestrado Profissional em Saúde da Família que propõe a avaliação funcional e cognitiva de idosos na estratégia de saúde da família.

 

Objetivos: O presente trabalho tem por objetivo geral avaliar a capacidade funcional (atividades básicas e instrumentais da vida diária) e o estado cognitivo dos idosos residentes em uma área de abrangência de uma equipe de saúde da família.

Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, quantitativo, com amostra do tipo não probabilística intencional, realizado com 96 idosos residentes na área de abrangência de uma equipe de saúde da família, de Agosto a Setembro de 2013. Os dados foram coletados em visita domiciliar, através de uma entrevista estruturada, utilizando-se questionário sociodemográfico, Escala de Katz, Escala de Lawton e Mini Exame do Estado Mental. Os dados foram analisados após exportação para o Software IBM SPSS versão 21.0. Foi realizada análise descritiva dos dados com base na leitura das freqüências absolutas (n) e relativas (%) das variáveis categóricas. Resultados: O estudo mostrou os seguintes resultados: sexo feminino (58,33%); faixa etária de 60 a 69 anos (58,33%), casados (40,63%),  aposentados (65,63%), baixa escolaridade (96,88%) e baixa renda (92,72%). Houve alta prevalência de doenças crônicas e de comorbidades. 66,67% afirmaram uso regular de medicamentos e apenas 26,04% relataram possuir cuidador. Quanto às atividades básicas da vida diária: 93,75% foram independentes e quanto às atividades instrumentais, apenas 37,5%. Identificou-se déficit cognitivo foi observado em 27,08%.

Conclusão: Ressalta-se nesse estudo a relevância em identificar as necessidades de cuidados quanto à funcionalidade e à cognição para que se estabeleçam as intervenções adequadas na busca da independência e melhoria da qualidade de vida dos idosos na atenção primária.

Palavras-chave: Idoso. Atividades Básicas da Vida diária. Atividades Instrumentais da Vida Diária. Cognição. Estratégia Saúde da Família.