Portal de Conferências do Laboratório de Tecnologias Intelectuais - LTi, III Congresso Nordeste de Medicina de Família e Comunidade

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PROFISSIONAIS DE SAÚDE COMO ALIADOS NO ENSINO SOBRE SEXUALIDADE E DST SOB A ÓTICA DOS PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS EM PETROLINA-PE
Carla Santos Araújo, Rebeca Santana, Andressa Pereira, Tuanny Italla Marques da Silva, Susanne Costa

Última alteração: 2014-08-29

Resumo


Andressa Pereira Peixoto BarbosaI; Carla Santos AraújoI; Tuanny Italla Marques da SilvaII; Rebeca Nunes Santana III; Susanne Pinheiro Costa e SilvaIV

I Acadêmicas de Medicina, Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina, PE.

II Acadêmica de Enfermagem, UNIVASF, Petrolina, PE

III Psicóloga, Secretaria Municipal de Saúde, Petrolina, PE.

IV Doutora, Professora adjunta, Colegiado de Enfermagem, UNIVASF, Petrolina, PE.

Correspondência: carlasaraujoo@gmail.com

Introdução: Em 2008 foi criado o Programa Saúde na Escola (PSE), com o objetivo de integrar redes do sistema de educação e saúde para realização de ações preventivas e intervenção na área da saúde, destinadas à população de escolares. Neste sentido, os profissionais de saúde são grandes aliados aos educadores para trabalhar com temas ligados à sexualidade nas escolas. Objetivo: Investigar a participação de profissionais de saúde em atividades educativas sobre sexualidade e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) sob a ótica de professores de escolas públicas. Método: Realizou-se estudo exploratório de abordagem quantitativa, com 103 professores de 15 escolas da rede pública de Petrolina-PE. Utilizou-se um questionário objetivo para a coleta de dados. Os dados foram agrupados e analisados com a ajuda do Programa Epi Info. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da UNIVASF e obedeceu aos padrões da Resolução 466/12. Resultados: Houve predomínio do sexo feminino (67%), com média de idades de 39,5 anos. Quanto à formação dos professores, 25,8% eram formados em letras; 19,1% em biologia; 11,2% em matemática; 10,1% em história; 5,7% em geografia; 7,9% em pedagogia; 6,7% em educação física e 13,5% em outros cursos. Havia professores que lecionava desde o 1° ano do fundamental até o 3° ano do ensino médio. Em relação a capacitações sobre o assunto, apenas 17,4% dos professores afirmaram ter participado das mesmas. Quanto à presença/apoio dos profissionais de saúde integrantes de equipes de saúde para a discussão dos temas, 45,2% afirmavam que estavam presente algumas vezes; 25,8% diziam que estes nunca participavam; 17,2% defendiam que isto ocorria raramente; e apenas 11,8% dos professores disseram que eles sempre estavam presentes. Um total de 86,4% dos professores achava que os profissionais de saúde deveriam também ser responsáveis pela discussão de tais temas para as crianças e adolescentes. Conclusão: É notório que grande parte dos docentes (88,2%) relata a insuficiência da interface profissional de saúde/escolas, aliado ao fato de não serem treinados para a realização de atividades de educação em saúde sobre sexualidade e DST, principalmente. Urge a necessidade de capacitações para os professores e de uma maior aproximação dos profissionais de saúde junto às escolas, como já proposto no PSE, na tentativa de conscientizar os jovens acerca da necessidade de prevenção das DST, que tem índices cada dia maiores, e que influencia na sua sexualidade.

Palavras-chaves: Doenças Sexualmente Transmissíveis, Educação em Saúde, Professores, Profissionais de Saúde.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde e Ministério da Educação. PSE (Programa Saúde na Escola). Brasília: 2009.

BECKER, Cláudia Matinez. A educação sexual e a sexualidade dos adolescentes na visão de educadores do ensino médio. Trabalho de conclusão do curso de enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Porto Alegre, 2011.