Portal de Conferências do Laboratório de Tecnologias Intelectuais - LTi, III Congresso Nordeste de Medicina de Família e Comunidade

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Apoio Institucional: mecanismo de mudança na gestão de cuidado na Atenção Básica.
Luzia Vilma Delgado, Daiana Cristina Machado Alves, Fábio da Silva Oliveira, Patrícia Carvalho Andrade, Rogeane da Silva Borges

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##manager.scheduler.room##: Miguel Torga
Data: 2014-09-12 02:50 AM – 04:10 AM
Última alteração: 2014-09-16

Resumo


O Sistema Único de Saúde tem avançado na Atenção Primária a Saúde (APS), e mesmo assim ainda existem desafios a serem superados para o alcance de uma prática que atenda a todas as necessidades dos usuários. No que tange as gestões municipais da APS, a maioria delas são baseadas em modelos de supervisão, de caráter punitivo, fiscalizador e de controle das ações desenvolvidas pelos profissionais das equipes de saúde da família (EqSF). Nesse cenário surge o Apoio Institucional (AI) da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), incluindo-se no debate e propondo práticas que contribuíssem com uma atenção básica mais fortalecida, acolhedora e resolutiva, baseando-se na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). A FESF-SUS prestou apoio institucional em 19 municípios das diferentes regiões de saúde. O serviço foi ofertado a 63 EqSF,  sendo discutido o processo de trabalho com ofertas de instrumentos indutores de qualidade. O trabalho do AI no território foi potencializado com a adesão das EqSF ao Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), cujo um de seus objetivos era provocar mudanças na lógica de gestão de cuidado que vinha sendo praticada pelas EqSF. Deste total de equipes, 24 foram certificadas com desempenho ótimo, 27 com desempenho bom e apenas 12 equipes com regular nos resultados da avaliação externa do PMAQ. Em consonância, o AI FESF-SUS propôs um modelo de gestão compartilhada que envolveu diversos atores: gestores, trabalhadores e usuários. Com isso, em coletivos, conseguiu superar os desafios de produzir mudanças nas práticas de gestão de cuidado, mobilizando as equipes para utilizar ferramentas de avaliação, planejamento e monitoramento disponibilizadas pela Fundação, em que se colocavam em análise, produzindo qualificação do processo de trabalho e ampliação dos olhares sobre as práticas de apoio. O AI colaborou de forma direta com os processos de mudança, constituindo espaços regulares de reuniões de equipe, contribuindo com a organização da unidade, agenda compartilhada, cardápio de ofertas, implantação do acolhimento à demanda espontânea, promovendo processos de educação permanente e envolvimento da comunidade no planejamento das ações. Portanto, AI se fez como potente ferramenta para mudança de práticas de gestão de cuidado, mostrando-se mais que um pilar da instituição FESF-SUS por contribuir com o fortalecimento da gestão compartilhada, rompendo as barreiras existentes entre gestão – trabalhador – usuário.