Portal de Conferências do Laboratório de Tecnologias Intelectuais - LTi, III Congresso Nordeste de Medicina de Família e Comunidade

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Estratégia para gestão compartilhada FESF-SUS: a experiência do Plano de Desenvolvimento da Gestão e do Cuidado - PDGC
Patricia Carvalho Andrade, Aline Pinheiro de Carvalho, Estevão Toffoli Rodrigues, Fabio da Silva Oliveira, Ricardo Mascarenhas de Cerqueira Pinto

##manager.scheduler.building##: Hotel Pestana Bahia
##manager.scheduler.room##: Miguel Torga
Data: 2014-09-13 09:50 AM – 11:10 AM
Última alteração: 2014-09-16

Resumo


Diante dos problemas enfrentados pelas equipes de gestão municipal na elaboração do planejamento estratégico das ações em saúde, a Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) desenvolveu algumas ferramentas capazes de subsidiar o trabalho do Apoio Institucional em seu território de atuação e fortalecer a gestão compartilhada dos serviços contratualizados. Um destas Ferramentas é o Plano de Desenvolvimento da Gestão e do Cuidado em Saúde (PDGC), que consiste em um plano de ação com levantamento de prioridades, elaborado entre a Fundação, através do Apoiador Institucional, e pelo município contratualizado através da Comissão de Acompanhamento e Avaliação (CAA) que são representantes da gestão municipal. A elaboração do PDGC é uma das metas do contrato de gestão e deve ser realizada uma vez por ano, sendo monitorado mensalmente, tendo como foco a análise da Atenção Básica, identificando e priorizando necessidades e dificuldades da equipe de gestão e das equipes de atenção à saúde. A proposta é construir ações estratégicas que contribuam para a discussão e fortalecimento do uso da informação em saúde como ferramenta estratégica e para da tomada de decisão em medidas de intervenção, tendo suas ações monitoradas e avaliadas com vistas a implementação ou repactuação. O Processo de construção do plano a partir da análise da realidade é disparado pelo Apoiador Institucional, que facilita momento de auto-análise da gestão municipal sobre seu processo de trabalho, as suas potencialidades e fragilidades e focam na construção de uma agenda que agregue encontros entre o apoiador e a CAA, e apoiador e as equipes de saúde da família e entre esses três integrantes na perspectiva de construção das agendas estratégicas. Um dos desafios encontrados para a realização do PDGC é a rotatividade dos trabalhadores da gestão e os atravessamentos políticos em épocas de eleição e também a resistência, pelas equipes saúde da família, de mudança de modelo técnico assistencial. Uma das facilidades é a necessidade de organização e priorização de ações que os municípios apresentam, vendo na realização da construção desse plano, uma possibilidade maior de organização do processo de trabalho. Neste sentido o PDGC aparece como ferramenta de diagnóstico, planejamento, avaliação e monitoramento em Saúde, capaz de materializar um dos mais importantes serviços da FESF-SUS aos municípios contratualizados: a qualificação e fortalecimento da gestão compartilhada.