Última alteração: 2014-08-29
Resumo
Introdução: O aumento da prevalência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM) está associado a mudanças no perfil sociodemográfico e estilo de vida da população. Como estratégias para enfrentamento desses agravos, destacam-se a promoção da saúde e a prevenção de doenças para a redução do risco e da morbidade com adoção de práticas saudáveis de vida como alimentação saudável, prática regular de atividade física, controle de peso, redução ou abandono do hábito de fumar e da ingestão de bebidas alcoólicas. Os agentes comunitários de saúde (ACS) são considerados profissionais estratégicos para a implementação dessas ações.
Objetivo: Avaliar os efeitos de intervenção educativa nas práticas dos ACS sobre as ações de promoção da saúde para usuários portadores de HAS e DM no âmbito da Estratégia de Saúde da Família (ESF).
Método: Trata-se de pesquisa avaliativa com julgamento ex-post de uma intervenção realizada em uma Unidade de Saúde da Família (USF) localizada no DS da Liberdade, Salvador, Bahia, no período entre outubro de 2012 a março de 2013 com 11 ACS.
A pesquisa compreendeu na aplicação de questionário semiestruturado na pré a pós-intervenção que ocorreu no interior das USF com temáticas sobre hábitos de vida.
Resultados: Após intervenção, observou-se aumento na realização/participação dos ACS em atividades coletivas relacionadas aos hábitos de vida dos portadores de HAS e DM, bem como orientações mais efetivas sobre promoção da saúde. A maioria dos agentes referiu abordar as temáticas sobre uso racional de medicamentos e uso de bebidas alcoólicas na visita domiciliar e 100% relatou orientar sobre o controle do consumo de sal e gordura, da restrição do uso de açúcar e do estímulo ao consumo de frutas e verduras, como também sobre os riscos da automedicação e da importância de manter a prescrição atualizada. Para as temáticas sobre alimentação saudável e uso racional de medicamentos não foi encontrada diferença após a intervenção. Apesar de não ter sido encontrada variação significativa para orientação sobre o risco do sedentarismo, dos beneficios da atividade física e para o risco do hábito de fumar, mais da metade dos investigados informou tratar da temática.
Conclusão: Os resultados indicam efeito positivo da intervenção, com isso percebe-se a necessidade do fortalecimento da integração ensino-serviço com vistas à formação dos profissionais da ESF para ações e práticas de saúde voltadas à promoção da saúde e prevenção de doenças.