{"id":683,"date":"2024-08-19T08:00:01","date_gmt":"2024-08-19T11:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/?p=683"},"modified":"2024-08-19T16:06:46","modified_gmt":"2024-08-19T19:06:46","slug":"ninguem-sera-submetido-a-tortura-maus-tratos-animais-e-como-denuncia-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/uncategorized\/ninguem-sera-submetido-a-tortura-maus-tratos-animais-e-como-denuncia-los\/","title":{"rendered":"<b> \u201cNingu\u00e9m ser\u00e1 submetido a tortura\u201d- maus tratos animais e como denuncia-los<\/b>"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/167\/2024\/08\/DSC_2032-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-561\" style=\"width:380px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/167\/2024\/08\/DSC_2032-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/167\/2024\/08\/DSC_2032-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/167\/2024\/08\/DSC_2032-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/167\/2024\/08\/DSC_2032-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/167\/2024\/08\/DSC_2032-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/167\/2024\/08\/DSC_2032-272x182.jpg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gato assistido pelo projeto Animais Comunit\u00e1rios na UFPB.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Em seu artigo quinto, a <i>Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos de 1948<\/i>, assegura que <q>Ningu\u00e9m ser\u00e1 submetido \u00e0 tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.<\/q> Em 1978, os animais finalmente passaram a fazer parte dessa afirma\u00e7\u00e3o com a proclama\u00e7\u00e3o da <i>Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos dos Animais.<\/i> Esse documento traz em seu artigo terceiro o seguinte: <q>nenhum animal ser\u00e1 submetido nem a maus tratos nem a atos cru\u00e9is.<\/q>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">O conceito de maus tratos de acordo com o <i>Conselho Federal de Medicina Veterin\u00e1ria<\/i> se traduz como <q>qualquer ato, direto ou indireto, comissivo ou omissivo, que intencionalmente ou por neglig\u00eancia, imper\u00edcia ou imprud\u00eancia provoque dor ou sofrimento desnecess\u00e1rios aos animais.<\/q> Isso inclui atos dirigidos a animais domiciliados ou n\u00e3o.<p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com o <i>Instituto Pet Brasil<\/i>, o n\u00famero de animais em situa\u00e7\u00e3o de abandono e maus tratos cresce tanto quanto o de animais de estima\u00e7\u00e3o. <b>Estima-se que no Brasil existem mais de 180 mil animais que est\u00e3o aos cuidados de Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais (ONG&#8217;s) ou protetores de animais. Desses, cerca de 60 % foram resgatados de situa\u00e7\u00f5es de maus tratos<\/b> que incluem les\u00f5es, desnutri\u00e7\u00e3o, envenenamento, esfor\u00e7o incompat\u00edvel com seu porte, falta de higiene, abandono e qualquer a\u00e7\u00e3o que configure mal estar ao animal. Situa\u00e7\u00f5es que parecem inofensivas para alguns tutores, tamb\u00e9m configuram maus tratos como a obesidade, ou deixar o animal sozinho por longos per\u00edodos de tempo, mesmo que com acesso a um espa\u00e7o higienizado e com alimenta\u00e7\u00e3o, o animal pode facilmente entrar em um estado depressivo e\/ou agressivo e posteriormente vir a falecer.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align:justify\"> Para al\u00e9m da defini\u00e7\u00e3o de maus tratos, o Conselho Federal de Medicina Veterin\u00e1ria garantiu atrav\u00e9s da <a \/>Resolu\u00e7\u00e3o de n\u00famero 1.236\/2018<\/a> que os m\u00e9dicos veterin\u00e1rios e os zootecnistas possam atuar em conjunto com os \u00f3rg\u00e3os competentes para endossar processos judiciais. Isso deve ser feito a partir do envio de relat\u00f3rios t\u00e9cnicos, laudos, an\u00e1lises cl\u00ednicas, ou per\u00edcias que constem em detalhes o parecer do especialista a respeito do bem estar f\u00edsico do animal atendido.<\/p><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"> At\u00e9 o ano de 2020, a Lei utilizada para punir crimes de maus tratos animais, em espec\u00edfico c\u00e3es e gatos era a <a>n\u00b0 9.605\/1998<\/a>. Essa lei estabelecia a puni\u00e7\u00e3o de tr\u00eas meses a um ano e multas para quem cometesse crimes contra esses animais. Com a <a>Lei n\u00b0 14.064\/2020<\/a>, a pena passou a ser de dois a cinco anos de reclus\u00e3o, multa e proibi\u00e7\u00e3o da guarda. Apesar dos maus tratos contra animais agora serem crime pass\u00edvel de puni\u00e7\u00e3o maior, o n\u00famero de casos aumenta todos os dias, e aliado ao abandono fazem o cen\u00e1rio ainda mais preocupante. <\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Com uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o grave, \u00e9 comum que os cidad\u00e3os acreditem que n\u00e3o tem poder de ajudar. Mas \u00e9 exatamente dessa colabora\u00e7\u00e3o localizada e espec\u00edfica que a causa dos animais precisa. A den\u00fancia realizada com dados espec\u00edficos e claros faz com que as chances desses animais serem resgatados aumentem. <i>De acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterin\u00e1ria do Estado da Para\u00edba, o ideal \u00e9 que o denunciante d\u00ea o m\u00e1ximo de detalhes poss\u00edveis, como o endere\u00e7o, nomes dos poss\u00edveis respons\u00e1veis envolvidos, fotos, v\u00eddeos, nomes de testemunhas e seus endere\u00e7os.<\/i><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2><b>Onde denunciar?<\/b><\/h2>\n\n<p style=\"text-align:justify\">As den\u00fancias devem ser feitas em <b>Delegacias de Pol\u00edcia ou ao Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/b> Nas Delegacias, o boletim pode ser feito presencialmente ou de forma eletr\u00f4nica. J\u00e1 no caso do Minist\u00e9rio P\u00fablico, a den\u00fancia deve ser realizada atrav\u00e9s do site ou das ouvidorias estaduais. <i>As den\u00fancias feitas diretamente ao Minist\u00e9rio P\u00fablico s\u00e3o mais efetivas, pois ele tem autoridade para sugerir a\u00e7\u00f5es contra os que desrespeitam a Lei de Crimes Ambientais.<\/i><\/p>\n\t<p style=\"text-align:justify\">Em casos mais espec\u00edficos de animais silvestres, selvagens ou pertencentes a esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, a den\u00fancia deve ser feita ao <b>Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama).<\/b> H\u00e1 tamb\u00e9m a op\u00e7\u00e3o de fazer a den\u00fancia para a <b>Secretaria de Meio Ambiente<\/b> que atende tanto casos de animais dom\u00e9sticos, quanto os silvestres.<\/p>\n\t<p style=\"text-align:justify\">No caso de den\u00fancias a profissionais da medicina veterin\u00e1ria e zootecnistas, o <b>Conselho Regional de Medicina Veterin\u00e1ria do estado da Para\u00edba<\/b> \u00e9 respons\u00e1vel por receber as den\u00fancias e seguir com a conduta do processo \u00e9tico profissional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top\" style=\"grid-template-columns:16% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/167\/2024\/04\/cropped-Logo-1024x942.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16 size-full\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>O Animais Comunit\u00e1rios \u00e9 um projeto de&nbsp;extens\u00e3o na&nbsp;<strong>Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), Campus I<\/strong>, em Jo\u00e3o Pessoa \u2013 PB, reconhecido oficialmente desde 2020 e em&nbsp;<em>opera\u00e7\u00e3o desde 2014<\/em>. Clique em <a href=\"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/quem-somos\/\">Quem somos?<\/a>&nbsp;e saiba mais.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:57px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: 14px\"> Texto: Milena Rayana &#8211; discente em Jornalismo (UFPB)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px\"> Publicado por: Animais Comunit\u00e1rios UFPB<\/span><\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em seu artigo quinto, a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos de 1948, assegura que Ningu\u00e9m [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":106,"featured_media":593,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,1],"tags":[],"class_list":["post-683","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direto-animal","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/683","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/106"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=683"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/683\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":736,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/683\/revisions\/736"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/593"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=683"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=683"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/animaiscomunitariosufpb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=683"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}