{"id":1176,"date":"2025-05-10T13:40:16","date_gmt":"2025-05-10T16:40:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/?p=1176"},"modified":"2025-05-17T09:41:35","modified_gmt":"2025-05-17T12:41:35","slug":"um-mundo-desafiador-e-imprevisivel-para-autistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/um-mundo-desafiador-e-imprevisivel-para-autistas\/","title":{"rendered":"Um mundo desafiador e imprevis\u00edvel para autistas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autismo \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o neurodesenvolvimental generalizada, caracterizada por comprometimento da comunica\u00e7\u00e3o e da intera\u00e7\u00e3o social, bem como por altos n\u00edveis de comportamentos repetitivos e ritual\u00edsticos. Esta \u00faltima dimens\u00e3o resulta em grandes dificuldades na vida di\u00e1ria: <strong>relatos cl\u00ednicos de indiv\u00edduos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) mostram que essas pessoas apresentam crises como resposta \u00e0 mudan\u00e7a, ou interesses restritos e comportamentos repetitivos para prevenir ou minimizar a mudan\u00e7a<\/strong>. Essa necessidade crucial de manter a invariabilidade sugere diferen\u00e7as substanciais na forma como o c\u00e9rebro aut\u00edstico prev\u00ea o ambiente e isso pode ter um papel fundamental no d\u00e9ficit revelado em um mundo social altamente imprevis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e1rias linhas de evid\u00eancia indicando dificuldades na gera\u00e7\u00e3o ou no uso de previs\u00f5es no TEA devido ao processamento de informa\u00e7\u00f5es de autistas s\u00e3o apresentadas na revis\u00e3o de Gomot e Wicker (2012). Por exemplo, <strong>diversos estudos revelaram que autistas demonstram um perfil \u00fanico de habilidades cognitivas, com estrat\u00e9gias que dependem em grande parte dos sistemas sensoriais, em detrimento de um processamento mais integrativo, que requer uma consci\u00eancia das sutilezas contextuais necess\u00e1rias para a previs\u00e3o<\/strong>. Em um n\u00edvel mais elementar, <strong>autistas manifestam processamento incomum de eventos imprevis\u00edveis, o que pode estar enraizado em uma diferen\u00e7a b\u00e1sica na forma como o c\u00e9rebro se orienta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a, incluindo novos est\u00edmulos sensoriais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A revis\u00e3o de literatura de Gomot e Wicker (2012) apresenta resultados de estudos que utilizaram t\u00e9cnicas de neuroimagem usadas para estudar a atividade cerebral, como Potenciais Relacionados a Eventos e Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Funcional, ilustrando os mecanismos psicofisiol\u00f3gicos e as bases neurais subjacentes a tais fen\u00f4menos no TEA. Os autores propuseram que tal disfun\u00e7\u00e3o na capacidade de construir previs\u00f5es flex\u00edveis no TEA pode se originar de uma influ\u00eancia descendente prejudicada sobre uma variedade de processamento de informa\u00e7\u00f5es sensoriais e de n\u00edvel superior, uma hip\u00f3tese fisiopatol\u00f3gica que se encaixa em teoria de conectividade cortical.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante uma tarefa auditiva ativa, pesquisa citada na revis\u00e3o de Gomot e Wicker publicada em 2012 (Gomot <em>et al<\/em>., 2008) demonstrou ativa\u00e7\u00e3o aumentada das regi\u00f5es parietal inferior e pr\u00e9-frontal em autistas em resposta a novos alvos (o L\u00f3bulo Parietal Inferior, segundo pesquisa publicada em 2004 por Jaaskelainen e colaboradores, estaria envolvido no controle pr\u00e9-atencional que determina a extens\u00e3o em que novos est\u00edmulos n\u00e3o atendidos s\u00e3o conscientemente percebidos pela pessoa). Curiosamente, utilizando a mesma sequ\u00eancia auditiva, mas apresentada em condi\u00e7\u00f5es passivas, descobriu-se que o L\u00f3bulo Parietal Inferior foi hipoativado em crian\u00e7as autistas em resposta a novos est\u00edmulos, enquanto essa mesma regi\u00e3o foi hiperativada durante condi\u00e7\u00e3o ativa, de acordo com outra pesquisa (Gomot <em>et al<\/em>., 2006) citada na revis\u00e3o dos dois autores (figura 1, a seguir).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>Figura 1. <\/strong>Imagem de pesquisa de Gomot <em>et al<\/em>. (2006) que abordou a detec\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es relacionadas a eventos auditivos por crian\u00e7as autistas<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"357\" height=\"286\" src=\"http:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/188\/2025\/05\/Atividade_atipica_do_lobulo_parietal_inferior_esquerdo_associada_a_deteccao_de_novidades_em_criancas_autistas_depende_da_instrucao.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1177\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/188\/2025\/05\/Atividade_atipica_do_lobulo_parietal_inferior_esquerdo_associada_a_deteccao_de_novidades_em_criancas_autistas_depende_da_instrucao.png 357w, https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/188\/2025\/05\/Atividade_atipica_do_lobulo_parietal_inferior_esquerdo_associada_a_deteccao_de_novidades_em_criancas_autistas_depende_da_instrucao-300x240.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 357px) 100vw, 357px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size wp-block-paragraph\">Fonte: Gomot e Wicker (2012, p. 243).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A figura 1 ilustra que a atividade at\u00edpica do L\u00f3bulo Parietal Inferior esquerdo associada \u00e0 detec\u00e7\u00e3o de novidades em crian\u00e7as autistas depende da instru\u00e7\u00e3o (condi\u00e7\u00f5es expressando novo est\u00edmulo n\u00e3o atendido e atendido s\u00e3o sinalizadas com cores diferentes).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O poder das previs\u00f5es reside no fato de termos a capacidade de antecipar alguns aspectos espec\u00edficos do contexto, aos quais n\u00e3o precisamos dedicar tanta aten\u00e7\u00e3o, e, portanto, permanecermos com os recursos necess\u00e1rios para explorar nosso ambiente em busca de novidades com as quais possamos aprender e de surpresas que devemos evitar<\/strong>, de acordo com o artigo publicado por Bar em 2009 citado na revis\u00e3o de Gomot e Wicker (2012).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base em evid\u00eancias de Potenciais Relacionados a Eventos, Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Funcional e estudos de conectividade cerebral, Gomot e Wicker (2012) propuseram que a <strong>neurofisiologia do TEA pode ser caracterizada por comprometimento na capacidade de construir previs\u00f5es flex\u00edveis<\/strong>. <strong>Essa incapacidade de esperar novos est\u00edmulos sensoriais e eventos pode levar a dificuldades na percep\u00e7\u00e3o e nas fun\u00e7\u00f5es executivas, como flexibilidade e planejamento<\/strong>. D\u00e9ficits na previs\u00e3o tamb\u00e9m podem explicar diferen\u00e7as conhecidas nos padr\u00f5es de processamento de informa\u00e7\u00f5es locais e globais e levar a uma coer\u00eancia central fraca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Comportamentos e interesses restritos e repetitivos, assim como rituais e rotinas podem ter significado adaptativo, como compensar a falha em prever eventos e regular a incerteza preservando-se a invariabilidade. <strong>No TEA, a disfun\u00e7\u00e3o da previs\u00e3o baseada no contexto pode prejudicar a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o r\u00e1pida a um mundo socioemocional em constante mudan\u00e7a<\/strong>. <strong>A incapacidade de prever o futuro relevante levaria a rea\u00e7\u00f5es estressantes e \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de superestimula\u00e7\u00e3o, para a qual o \u00fanico rem\u00e9dio seria evitar situa\u00e7\u00f5es sociais complexas e focar em eventos e rotinas altamente previs\u00edveis.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O entendimento apresentado por Gomot e Wicker em 2012 foi citado por 261 pesquisas publicadas at\u00e9 maio de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-background wp-block-paragraph\" style=\"background:linear-gradient(182deg,rgb(238,238,238) 0%,rgb(169,184,195) 100%)\"><strong>O conte\u00fado anterior foi adaptado a partir da <a href=\"https:\/\/chatgpt.com\/g\/g-681ac1284acc8191b904591b4ff989ea-reescrita-simples\">intelig\u00eancia artificial criada por Nei J. C. Carneiro<\/a> para que o texto a seguir fosse escrito em Linguagem Simples<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neurodesenvolvimento pode ser entendido como um processo de crescimento e amadurecimento do sistema nervoso, que inclui o c\u00e9rebro, a medula espinhal e os nervos. O autismo \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o que reflete um neurodesenvolvimento diferente. Essa condi\u00e7\u00e3o afeta principalmente a comunica\u00e7\u00e3o, a intera\u00e7\u00e3o com outras pessoas e pode provocar comportamentos repetitivos, al\u00e9m do apego a rotinas. Muitos(as) autistas t\u00eam dificuldades para lidar com mudan\u00e7as no dia a dia. E essas pessoas podem ter crises ou repetir a\u00e7\u00f5es e focar em interesses espec\u00edficos para tentar evitar essas mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses comportamentos mostram que o c\u00e9rebro de autistas funciona de forma diferente, especialmente na hora de prever o que vai acontecer no ambiente. Como o mundo social \u00e9 imprevis\u00edvel, isso pode dificultar ainda mais a vida de quem est\u00e1 no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma revis\u00e3o publicada pelos pesquisadores Gomot e Wicker em 2012 mostra que autistas podem ter dificuldades para criar ou usar previs\u00f5es. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 forma como processam informa\u00e7\u00f5es. Em vez de usar o contexto para entenderem o que est\u00e1 acontecendo, muitas vezes autistas confiam mais nos sentidos, como vis\u00e3o e audi\u00e7\u00e3o, o que dificulta a interpreta\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, autistas reagem de forma diferente a eventos inesperados. Isso pode estar relacionado a uma diferen\u00e7a b\u00e1sica em como o c\u00e9rebro percebe mudan\u00e7as, incluindo est\u00edmulos novos como sons ou imagens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gomot e Wicker (2012) analisaram estudos que usaram exames de imagem para observar o c\u00e9rebro, como a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional e os chamados potenciais relacionados a eventos. Esses estudos mostram os mecanismos cerebrais que explicam esses comportamentos no autismo. Segundo os autores, uma das causas pode ser a dificuldade do c\u00e9rebro aut\u00edstico ajustar, de forma flex\u00edvel, a maneira como interpreta o que sente e percebe ao redor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos estudos citados na revis\u00e3o de Gomot e Wicker publicada em 2012 (Gomot&nbsp;<em>et al<\/em>., 2008) mostra que, durante uma atividade com sons, autistas ativam mais certas \u00e1reas do c\u00e9rebro, como o lobo parietal inferior e a regi\u00e3o pr\u00e9-frontal, quando precisam prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 novidade. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo pesquisa publicada em 2004 por Jaaskelainen e outros cientistas, tamb\u00e9m citada na revis\u00e3o de Gomot e Wicker (2012), o lobo parietal inferior ajuda o c\u00e9rebro a decidir at\u00e9 que ponto um est\u00edmulo novo, que n\u00e3o estamos prestando aten\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 percebido de forma consciente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resultados de outra pesquisa (feita por Gomot e colaboradores em 2006) que integra a revis\u00e3o de Gomot e Wicker (2012) identificaram que quando a mesma sequ\u00eancia de sons foi apresentada em situa\u00e7\u00e3o passiva, o lobo parietal inferior e a regi\u00e3o pr\u00e9-frontal n\u00e3o se ativavam tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 novidade. Mas quando as crian\u00e7as autistas foram submetidas \u00e0 sequ\u00eancia de sons de maneira ativa, as mesmas \u00e1reas do c\u00e9rebro foram hiperativadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 novidade, conforme mostra a figura 1 (a seguir).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>Figura 1<\/strong> \u2013 Imagem de estudo de Gomot et al. (2006) sobre a rea\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as autistas a novos sons<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"357\" height=\"286\" src=\"http:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/188\/2025\/05\/Atividade_atipica_do_lobulo_parietal_inferior_esquerdo_associada_a_deteccao_de_novidades_em_criancas_autistas_depende_da_instrucao.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1177\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/188\/2025\/05\/Atividade_atipica_do_lobulo_parietal_inferior_esquerdo_associada_a_deteccao_de_novidades_em_criancas_autistas_depende_da_instrucao.png 357w, https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/188\/2025\/05\/Atividade_atipica_do_lobulo_parietal_inferior_esquerdo_associada_a_deteccao_de_novidades_em_criancas_autistas_depende_da_instrucao-300x240.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 357px) 100vw, 357px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size wp-block-paragraph\">No artigo de Gomot e Wicker, publicado em 2012, esta imagem \u00e9 mostrada na p\u00e1gina 243.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A figura 1 mostra que o comportamento do c\u00e9rebro de crian\u00e7as autistas muda bastante quando recebem instru\u00e7\u00e3o. A \u00e1rea do c\u00e9rebro chamada l\u00f3bulo parietal inferior de crian\u00e7as autistas reage a sons novos de maneira diferente de crian\u00e7as sem autismo. O que aparece em amarelo e verde na imagem mostra situa\u00e7\u00f5es diferentes de percep\u00e7\u00e3o de novo est\u00edmulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo um artigo de Bar publicado em 2009 que foi citado por Gomot e Wicker (2012), o c\u00e9rebro pode fazer previs\u00f5es sobre o ambiente. Assim n\u00e3o \u00e9 preciso prestar aten\u00e7\u00e3o em tudo o tempo todo. H\u00e1 menor uso de energia para perceber o que j\u00e1 \u00e9 esperado, fazendo com que novidades como aprender algo novo ou evitar perigos possam ser o foco de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base em exames como resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e testes de atividade cerebral, Gomot e Wicker (2012) afirmam que o c\u00e9rebro de autistas tem dificuldade para fazer previs\u00f5es flex\u00edveis. Isso pode prejudicar a percep\u00e7\u00e3o, a capacidade de planejar e de se adaptar a mudan\u00e7as. Tamb\u00e9m pode explicar por que autistas focam em detalhes e t\u00eam mais dificuldade para ver o quadro geral das situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A repeti\u00e7\u00e3o de comportamentos, o apego a rotinas e os interesses restritos podem ser uma forma de autistas lidarem com essa dificuldade. Esses h\u00e1bitos ajudam que autistas evitem surpresas e controlem melhor a incerteza, tentando manter as coisas sempre do mesmo jeito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No autismo, a dificuldade de prever o que vai acontecer no ambiente social pode atrapalhar a adapta\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00f5es novas. Isso apresenta a capacidade de causar estresse negativo e a sensa\u00e7\u00e3o de estar sobrecarregado(a). Nesses casos, evitar situa\u00e7\u00f5es sociais e buscar rotinas bem conhecidas pode ser visto como uma forma do(a) autista se proteger.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A revis\u00e3o de Gomot e Wicker, publicada em 2012, foi citada por 261 pesquisas at\u00e9 maio de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GOMOT, Marie; WICKER, Bruno. <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0167876011002832\">A challenging, unpredictable world for people with Autism Spectrum Disorder<\/a>. [<em>s. l.<\/em>], 2012. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0167876011002832?via%3Dihub. Acesso em: 9 maio 2025.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O autismo \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o neurodesenvolvimental generalizada, caracterizada por comprometimento da comunica\u00e7\u00e3o e da intera\u00e7\u00e3o social, bem como por altos n\u00edveis de comportamentos repetitivos e ritual\u00edsticos. 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