{"id":2043,"date":"2025-10-08T11:13:32","date_gmt":"2025-10-08T14:13:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/?p=2043"},"modified":"2025-10-10T19:18:38","modified_gmt":"2025-10-10T22:18:38","slug":"capacitismo-segundo-a-defensoria-publica-da-uniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/capacitismo-segundo-a-defensoria-publica-da-uniao\/","title":{"rendered":"Capacitismo segundo a Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O conte\u00fado a seguir foi amplamente adaptado para a Linguagem Simples pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/chatgpt.com\/g\/g-67ab8c842b148191b497b2e150fa993b-gralha\/c\/68307ae4-34c4-800c-abcd-872ab36a7983\">GRALHA<\/a>, intelig\u00eancia artificial gerada por Marcia Ditzel Goulart.<\/p>\n\n\n\n<p>Capacitismo \u00e9 uma forma de preconceito contra a <a href=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/joao-vitor-de-paiva-fala-sobre-acessibilidade-em-video\/\">pessoa com condi\u00e7\u00e3o diversamente h\u00e1bil<\/a> (PcD). Essa forma de discrimina\u00e7\u00e3o acontece quando a sociedade valoriza apenas certos tipos de corpos e de mentes \u2014 vistos como \u201cnormais\u201d \u2014 e desvaloriza outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse preconceito aparece em atitudes, falas e barreiras \u2014 f\u00edsicas ou de comportamento \u2014 que dificultam a vida das pessoas com condi\u00e7\u00e3o diversamente h\u00e1bil e limitam seus direitos de cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>O capacitismo tem ra\u00edzes em ideias antigas que colocavam umas pessoas como \u201cmelhores\u201d que outras. Tamb\u00e9m vem da cren\u00e7a de que todos devem seguir um mesmo padr\u00e3o, seja de corpo, mente, comportamento ou produtividade.<br><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-background-color has-background\">Como o capacitismo se manifesta<\/h3>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1. Hipervisibilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>A pessoa com condi\u00e7\u00e3o diversamente h\u00e1bil \u00e9 vista apenas por sua condi\u00e7\u00e3o (ex.: autismo).<br>Outros aspectos da sua identidade \u2014 como profiss\u00e3o, gostos e opini\u00f5es \u2014 s\u00e3o ignorados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2. Invisibilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Acontece quando a sociedade evita, ignora ou demonstra desconforto diante da presen\u00e7a de uma pessoa com condi\u00e7\u00e3o diversamente h\u00e1bil.<br>\u00c9 o oposto da inclus\u00e3o: \u00e9 fingir que ela n\u00e3o est\u00e1 ali.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-background-color has-background\">Estere\u00f3tipos comuns<\/h3>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estere\u00f3tipo da supera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Esse estere\u00f3tipo exalta pessoas com condi\u00e7\u00e3o diversamente h\u00e1bil por fazerem coisas comuns, como estudar, trabalhar ou sair de casa.<br>Frases como \u201cEla \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o!\u201d ou \u201cMesmo com tudo isso, ainda \u00e9 feliz\u201d partem da ideia de que n\u00e3o se espera que essas pessoas sejam capazes.<br>Esse tipo de fala, mesmo bem-intencionada, refor\u00e7a a diferen\u00e7a e o preconceito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Estere\u00f3tipo da piedade<\/h3>\n\n\n\n<p>Nesse caso, a pessoa com condi\u00e7\u00e3o diversamente h\u00e1bil \u00e9 vista como digna de caridade, fr\u00e1gil ou completamente dependente da ajuda de outras pessoas.<br>\u00c9 comum que falem com o(a) acompanhante em vez de falar com ela, ou ofere\u00e7am ajuda sem perguntar se ela precisa.<br>Essas atitudes tiram sua autonomia e refor\u00e7am a exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-black-color has-light-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-5c02f07b36c320cbd7e98ffd5fa2ed6a\">Capacitismo institucional <\/h2>\n\n\n\n<p>O capacitismo tamb\u00e9m aparece em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, quando n\u00e3o h\u00e1 a promo\u00e7\u00e3o da acessibilidade e inclus\u00e3o.<br>Isso acontece, por exemplo, quando:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>n\u00e3o h\u00e1 interesse em entender e corrigir desigualdades;<\/li>\n\n\n\n<li>falta acessibilidade nos pr\u00e9dios, <em>websites <\/em>ou documentos;<\/li>\n\n\n\n<li>pessoas com condi\u00e7\u00e3o diversamente h\u00e1bil ficam fora de programas e a\u00e7\u00f5es gerais;<\/li>\n\n\n\n<li>circulam mitos e estigmas;<\/li>\n\n\n\n<li>necessidades espec\u00edficas n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <strong><a href=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/pagina-5\/\">Guia de linguagem inclusiva em direitos humanos da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Algumas dicas para combater o capacitismo<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Use sempre <strong>linguagem inclusiva e respeitosa<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pergunte antes de ajudar<\/strong>: a autonomia da pessoa vem em primeiro lugar.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Promova acessibilidade<\/strong> f\u00edsica, digital e comunicacional.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Valorize a diversidade<\/strong> de corpos e modos de viver.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Eduque e informe<\/strong> outras pessoas sobre o tema.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Combater o capacitismo \u00e9 reconhecer que todas as pessoas t\u00eam o mesmo valor, independentemente de suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas, sensoriais ou cognitivas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conte\u00fado a seguir foi amplamente adaptado para a Linguagem Simples pelo&nbsp;GRALHA, intelig\u00eancia artificial gerada por Marcia Ditzel Goulart. Capacitismo \u00e9 uma forma de preconceito contra a pessoa com condi\u00e7\u00e3o diversamente h\u00e1bil (PcD). Essa forma de discrimina\u00e7\u00e3o acontece quando a sociedade valoriza apenas certos tipos de corpos e de mentes \u2014 vistos como \u201cnormais\u201d \u2014 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":122,"featured_media":1664,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2043","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2043","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/users\/122"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2043"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2043\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2077,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2043\/revisions\/2077"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1664"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}