{"id":3207,"date":"2026-06-22T10:48:48","date_gmt":"2026-06-22T13:48:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/?p=3207"},"modified":"2026-07-06T11:48:58","modified_gmt":"2026-07-06T14:48:58","slug":"hipersensibilidade-auditiva-no-autismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/hipersensibilidade-auditiva-no-autismo\/","title":{"rendered":"Hipersensibilidade auditiva no autismo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas pessoas autistas percebem os sons de forma diferente. Enquanto alguns ru\u00eddos passam despercebidos para a maioria das pessoas, eles podem causar grande desconforto, estresse ou at\u00e9 dor em pessoas com hipersensibilidade auditiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hipersensibilidade auditiva \u00e9 uma caracter\u00edstica comum no autismo. Ela faz com que determinados sons sejam percebidos como excessivamente intensos ou desagrad\u00e1veis, mesmo quando est\u00e3o em volumes considerados normais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hipersensibilidade auditiva pode se manifestar de tr\u00eas formas principais:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2022 <strong>Hiperacusia<\/strong>: ocorre em pessoas com audi\u00e7\u00e3o normal que apresentam sensibilidade aumentada a sons de baixa ou moderada intensidade, independentemente da frequ\u00eancia. Essa condi\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada a altera\u00e7\u00f5es no processamento central dos sons e costuma provocar sensa\u00e7\u00e3o de desconforto ou dor diante de est\u00edmulos sonoros habitualmente tolerados pela maioria das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2022 <strong>Fonofobia<\/strong>: caracteriza-se pela avers\u00e3o, desconforto ou dor provocado por sons espec\u00edficos em raz\u00e3o do significado ou da associa\u00e7\u00e3o que possuem para a pessoa. Nesses casos, sons considerados agrad\u00e1veis podem ser tolerados mesmo em intensidades elevadas. A fonofobia n\u00e3o decorre de altera\u00e7\u00e3o auditiva, mas do aumento das conex\u00f5es entre os sistemas auditivo e l\u00edmbico, respons\u00e1vel pelas respostas emocionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2022 <strong>Recrutamento<\/strong>: est\u00e1 associado \u00e0 perda auditiva sensorioneural perif\u00e9rica. Ocorre em raz\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o dos elementos sensoriais da orelha interna, fazendo com que determinados sons sejam percebidos de forma abruptamente intensa \u00e0 medida que sua intensidade aumenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como isso acontece?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O c\u00e9rebro processa as informa\u00e7\u00f5es sensoriais de maneira diferente em muitas pessoas autistas. Por isso, a rea\u00e7\u00e3o aos sons pode variar bastante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns momentos, a pessoa pode parecer n\u00e3o perceber determinados est\u00edmulos. Em outros, pode reagir de forma intensa a sons espec\u00edficos. Essa diferen\u00e7a faz parte do processamento sensorial at\u00edpico frequentemente associado ao autismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quais sons podem causar desconforto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sons que provocam inc\u00f4modo variam de pessoa para pessoa. Entre os exemplos mais comuns est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>fogos de artif\u00edcio;<\/li>\n\n\n\n<li>alarmes;<\/li>\n\n\n\n<li>buzinas;<\/li>\n\n\n\n<li>sirenes;<\/li>\n\n\n\n<li>sons repentinos ou imprevis\u00edveis;<\/li>\n\n\n\n<li>ambientes com muitas pessoas falando ao mesmo tempo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns casos, o desconforto est\u00e1 relacionado ao volume do som. Em outros, depende do significado que aquele som tem para a pessoa ou das emo\u00e7\u00f5es que ele desperta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como a pessoa pode reagir?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hipersensibilidade auditiva n\u00e3o se manifesta da mesma forma em todas as pessoas autistas. Algumas rea\u00e7\u00f5es poss\u00edveis incluem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>cobrir os ouvidos;<\/li>\n\n\n\n<li>afastar-se do local;<\/li>\n\n\n\n<li>demonstrar irrita\u00e7\u00e3o ou ansiedade;<\/li>\n\n\n\n<li>buscar ambientes silenciosos;<\/li>\n\n\n\n<li>apresentar dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>sofrer sobrecarga sensorial (<em>sensory overload<\/em>).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas rea\u00e7\u00f5es n\u00e3o representam falta de educa\u00e7\u00e3o, exagero ou m\u00e1 vontade. Elas podem ser respostas leg\u00edtimas a um est\u00edmulo que o c\u00e9rebro est\u00e1 percebendo como excessivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que a ci\u00eancia j\u00e1 sabe?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisas mostram que muitas pessoas autistas apresentam audi\u00e7\u00e3o normal nos exames tradicionais. Isso significa que o desconforto n\u00e3o costuma estar relacionado \u00e0 capacidade de ouvir, mas \u00e0 forma como o c\u00e9rebro processa os sons.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estudos tamb\u00e9m indicam que as respostas aos est\u00edmulos sonoros podem envolver diferentes \u00e1reas cerebrais relacionadas \u00e0 aten\u00e7\u00e3o, \u00e0s emo\u00e7\u00f5es, \u00e0 mem\u00f3ria e ao processamento das informa\u00e7\u00f5es sensoriais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por esse motivo, a hipersensibilidade auditiva \u00e9 considerada uma quest\u00e3o complexa, que vai al\u00e9m do funcionamento dos ouvidos. Al\u00e9m do desconforto imediato, estudos mostram que a exposi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua ao ru\u00eddo pode afetar a sa\u00fade f\u00edsica, mental e cognitiva, especialmente em pessoas mais vulner\u00e1veis aos est\u00edmulos sonoros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Algumas consequ\u00eancias da exposi\u00e7\u00e3o ao ru\u00eddo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>D\u00e9ficits cognitivos, com redu\u00e7\u00e3o da aprendizagem e do desempenho.<\/li>\n\n\n\n<li>Maior frequ\u00eancia de dem\u00eancia.<\/li>\n\n\n\n<li>Estresse oxidativo.<\/li>\n\n\n\n<li>Disfun\u00e7\u00e3o vascular.<\/li>\n\n\n\n<li>Desequil\u00edbrio do sistema nervoso aut\u00f4nomo.<\/li>\n\n\n\n<li>Altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas.<\/li>\n\n\n\n<li>Aumento de fatores de risco cardiovascular, como hipertens\u00e3o arterial e diabetes.<\/li>\n\n\n\n<li>Progress\u00e3o da aterosclerose.<\/li>\n\n\n\n<li>Maior ocorr\u00eancia de eventos cardiovasculares.<\/li>\n\n\n\n<li>Preju\u00edzos cognitivos ao longo da vida.<\/li>\n\n\n\n<li>Redu\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Preju\u00edzo da mem\u00f3ria.<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldades na tomada de decis\u00f5es.<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldades de planejamento.<\/li>\n\n\n\n<li>Preju\u00edzo do racioc\u00ednio.<\/li>\n\n\n\n<li>Altera\u00e7\u00f5es do julgamento.<\/li>\n\n\n\n<li>Preju\u00edzo da percep\u00e7\u00e3o e da compreens\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Altera\u00e7\u00f5es da linguagem.<\/li>\n\n\n\n<li>Preju\u00edzo das fun\u00e7\u00f5es visuoespaciais.<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldade de aprendizagem.<\/li>\n\n\n\n<li>Queda do desempenho escolar e profissional.<\/li>\n\n\n\n<li>Dist\u00farbios do sono.<\/li>\n\n\n\n<li>Redu\u00e7\u00e3o da capacidade cognitiva em adultos.<\/li>\n\n\n\n<li>Estresse com aumento de cortisol e adrenalina.<\/li>\n\n\n\n<li>Redu\u00e7\u00e3o da sensa\u00e7\u00e3o de controle sobre o ambiente.<\/li>\n\n\n\n<li>Redu\u00e7\u00e3o da autoefic\u00e1cia.<\/li>\n\n\n\n<li>Sintomas depressivos.<\/li>\n\n\n\n<li>Aumento da ansiedade.<\/li>\n\n\n\n<li>Comprometimento cognitivo em adultos acima de 45 anos.<\/li>\n\n\n\n<li>Maior risco de comprometimento cognitivo leve.<\/li>\n\n\n\n<li>Maior risco de doen\u00e7a de Alzheimer.<\/li>\n\n\n\n<li>Piora do desempenho cognitivo global.<\/li>\n\n\n\n<li>Redu\u00e7\u00e3o da velocidade perceptiva.<\/li>\n\n\n\n<li>Decl\u00ednio cognitivo indireto associado a altera\u00e7\u00f5es vasculares e \u00e0 sa\u00fade mental.<\/li>\n\n\n\n<li>Maior risco de dem\u00eancia.<\/li>\n\n\n\n<li>Piora da fun\u00e7\u00e3o cognitiva associada \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica ao ru\u00eddo ambiental.<\/li>\n\n\n\n<li>Impactos mais intensos em fumantes e ex-fumantes.<\/li>\n\n\n\n<li>Maior ocorr\u00eancia de sobrepeso e obesidade.<\/li>\n\n\n\n<li>Pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia.<\/li>\n\n\n\n<li>Hipertens\u00e3o induzida pela gravidez.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estudos cient\u00edficos ajudam a compreender os efeitos do ru\u00eddo sobre a sa\u00fade. Nos relatos a seguir, integrantes do <strong>Coletivo Autista da UFPB<\/strong> descrevem como a hipersensibilidade auditiva afeta sua rotina acad\u00eamica, seus deslocamentos e sua participa\u00e7\u00e3o na vida universit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Viv\u00eancias de estudantes autistas da UFPB<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os relatos de integrantes do <strong>Coletivo Autista da UFPB<\/strong> destacam que a hipersensibilidade auditiva produz impactos significativos na vida acad\u00eamica, na mobilidade e no bem-estar f\u00edsico e emocional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudante relata que a hipersensibilidade auditiva \u00e9 o aspecto do Transtorno do Processamento Sensorial (TPS) que mais lhe causa sofrimento, especialmente durante os deslocamentos di\u00e1rios em transporte p\u00fablico e nas atividades da universidade. Ele afirma que apenas ap\u00f3s iniciar acompanhamento em Terapia Ocupacional passou a compreender suas necessidades sensoriais e a utilizar estrat\u00e9gias de regula\u00e7\u00e3o externa, como &nbsp;usar protetores auditivos, m\u00e1scara de repouso, bon\u00e9 e guarda-chuva para reduzir est\u00edmulos ambientais. Segundo seu relato, &#8220;antes da terapia, eu sequer sabia que precisava desses recursos&#8221; e, atualmente, &#8220;n\u00e3o consigo imaginar minha rotina sem eles&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudante tamb\u00e9m informa que apresenta <a href=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/autismo-pode-afetar-a-percepcao-do-corpo-e-o-reconhecimento-das-emocoes\/\">alexitimia<\/a> interoceptiva, condi\u00e7\u00e3o que dificulta reconhecer e nomear sensa\u00e7\u00f5es corporais e estados internos. Em raz\u00e3o disso, frequentemente experimentava sofrimento sem conseguir compreender sua origem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ambiente universit\u00e1rio, descreve exposi\u00e7\u00e3o constante a fontes de ru\u00eddo, como tr\u00e2nsito interno, obras, movimenta\u00e7\u00e3o de cadeiras e conversas paralelas em sala de aula. Relata que o Restaurante Universit\u00e1rio da UFPB representa um dos ambientes mais desafiadores, pois o n\u00edvel de ru\u00eddo pode tornar invi\u00e1vel sua perman\u00eancia no local, mesmo com o uso simult\u00e2neo de protetor auditivo e abafador. Em diversas ocasi\u00f5es, precisou interromper as refei\u00e7\u00f5es para evitar uma sobrecarga sensorial mais intensa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o relato, a exposi\u00e7\u00e3o prolongada a ru\u00eddos pode desencadear estados de exaust\u00e3o extrema, com necessidade de permanecer acamado por v\u00e1rios dias e impossibilidade de frequentar as aulas. Como consequ\u00eancia, acumula faltas e enfrenta dificuldades para que sua condi\u00e7\u00e3o seja compreendida no contexto acad\u00eamico. Por isso, defende maior conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os efeitos do TPS na trajet\u00f3ria universit\u00e1ria de estudantes neurodivergentes, ressaltando que &#8220;nem sempre as dificuldades s\u00e3o vis\u00edveis, mas seus efeitos podem ser profundos e incapacitantes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro relato de integrante do <strong>Coletivo Autista da UFPB<\/strong> evidencia os desafios enfrentados antes do diagn\u00f3stico e do acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre neurodiverg\u00eancia. A estudante afirma que &#8220;era uma menina pobre sem diagn\u00f3stico e sem qualquer tipo de informa\u00e7\u00e3o&#8221;, raz\u00e3o pela qual desconhecia tanto sua sensibilidade auditiva quanto a exist\u00eancia de recursos de prote\u00e7\u00e3o sonora. Na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, desenvolveu estrat\u00e9gias pr\u00f3prias para lidar com a sobrecarga sensorial, utilizando principalmente movimentos repetitivos e vocaliza\u00e7\u00f5es como forma de autorregula\u00e7\u00e3o. Segundo descreve, &#8220;eu ia desenvolvendo t\u00e9cnicas de sobreviv\u00eancia&#8221; e &#8220;criando contextos repetitivos para tentar diminuir um pouco o que sentia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relato tamb\u00e9m demonstra que, mesmo ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, persistem desafios relacionados \u00e0 rigidez cognitiva. Ao narrar uma experi\u00eancia recente, relata que conseguiu utilizar o abafador de ru\u00eddo em um \u00f4nibus com pessoas falando muito alto, mas permaneceu preocupada com a possibilidade de estar causando constrangimento. Destaca ainda que sua sensibilidade auditiva apresenta caracter\u00edsticas espec\u00edficas, envolvendo, entre outros est\u00edmulos, sons met\u00e1licos, atrito de pedras e vozes elevadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, um relato de integrante do <strong>Coletivo Autista da UFPB<\/strong> registrou experi\u00eancia positiva de inclus\u00e3o e acolhimento na universidade. Em um curso de gradua\u00e7\u00e3o da UFPB, a ado\u00e7\u00e3o do aplauso em Libras &#8211; realizado por meio do movimento das m\u00e3os, sem emiss\u00e3o de ru\u00eddo &#8211; foi prontamente aceita na turma. Al\u00e9m disso, colegas passaram a demonstrar maior aten\u00e7\u00e3o aos impactos do ru\u00eddo, chegando a pedir desculpas quando percebem que falaram ou riram alto e corrigindo comportamentos que geram barulho excessivo. Essas atitudes s\u00e3o descritas como manifesta\u00e7\u00f5es de respeito, empatia e apoio \u00e0 perman\u00eancia de estudantes com hipersensibilidade auditiva no ambiente universit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como tornar os ambientes mais acess\u00edveis?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pequenas adapta\u00e7\u00f5es podem fazer grande diferen\u00e7a para pessoas autistas com hipersensibilidade auditiva:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>reduzir ru\u00eddos desnecess\u00e1rios;<\/li>\n\n\n\n<li>avisar previamente sobre sons intensos;<\/li>\n\n\n\n<li>disponibilizar espa\u00e7os tranquilos;<\/li>\n\n\n\n<li>respeitar a necessidade de pausas;<\/li>\n\n\n\n<li>permitir o uso de abafadores de ru\u00eddo ou fones de prote\u00e7\u00e3o auditiva;<\/li>\n\n\n\n<li>evitar julgamentos sobre as rea\u00e7\u00f5es da pessoa.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A compreens\u00e3o e o respeito \u00e0s diferen\u00e7as sensoriais contribuem para a inclus\u00e3o e para a participa\u00e7\u00e3o plena das pessoas autistas na escola, no trabalho, nos servi\u00e7os p\u00fablicos e na vida em comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Respeitar as diferen\u00e7as sensoriais \u00e9 promover inclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cau\/vereador-chama-atencao-para-impactos-dos-fogos-em-autistas-e-animais\/\">Nem toda pessoa autista apresenta hipersensibilidade auditiva<\/a>, e a intensidade dessa caracter\u00edstica pode variar ao longo da vida. Ainda assim, compreender como os sons podem afetar algumas pessoas \u00e9 um passo importante para construir ambientes mais acolhedores, acess\u00edveis e respeitosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando entendemos que uma rea\u00e7\u00e3o a determinado som pode estar ligada ao modo como o c\u00e9rebro processa os est\u00edmulos, substitu\u00edmos julgamentos por empatia e criamos condi\u00e7\u00f5es para que mais pessoas participem da sociedade com autonomia e dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fonte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presente conte\u00fado foi amplamente elaborado em Linguagem Simples por&nbsp;<a href=\"https:\/\/chatgpt.com\/g\/g-67ab8c842b148191b497b2e150fa993b-gralha\/c\/68307ae4-34c4-800c-abcd-872ab36a7983\"><strong>GRALHA<\/strong><\/a>, intelig\u00eancia artificial criada por&nbsp;<strong>Marcia Ditzel Goulart<\/strong>, com base nos relatos de integrantes do Coletivo Autista da UFPB e dos seguintes artigos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GOMES, E.; PEDROSO, F. S.; WAGNER, M. B. Hipersensibilidade auditiva no transtorno do espectro aut\u00edstico. <strong>Pr\u00f3-Fono Revista de Atualiza\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/strong>, [<em>s. l.<\/em>], v. 20, n. 4, p. 279\u2013284, 2008. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.scielo.br\/j\/pfono\/a\/Sdgb8F9HJXp8yNjVsNgp5Qh\/?lang=pt. Acesso em: 15 jun. 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MCCULLAGH, M. C. <em>et al.<\/em> Reduce noise: enhance health equity &#8211; an AAN consensus paper. <strong>Nursing Outlook<\/strong>, [<em>s. l.<\/em>], v. 74, n. 3, p. 102760, 2026. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0029655426000837\">https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0029655426000837<\/a>. Acesso em: 15 jun. 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-vivid-purple-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-ea4a359f2292c1638244e7db9e222cc1 wp-block-paragraph\">Se voc\u00ea \u00e9\u00a0professor(a) autista\u00a0-da rede p\u00fablica ou privada- e deseja participar de um\u00a0grupo de\u00a0<em>WhatsApp<\/em>\u00a0para troca de experi\u00eancias,<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/Dq9C6bFxdFUGbOt1aPOFjY?mode=gi_t\">\u00a0entre em contato<\/a>!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas pessoas autistas percebem os sons de forma diferente. Enquanto alguns ru\u00eddos passam despercebidos para a maioria das pessoas, eles podem causar grande desconforto, estresse ou at\u00e9 dor em pessoas com hipersensibilidade auditiva. A hipersensibilidade auditiva \u00e9 uma caracter\u00edstica comum no autismo. 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