{"id":2136,"date":"2026-05-22T11:08:39","date_gmt":"2026-05-22T14:08:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/?p=2136"},"modified":"2026-05-22T11:11:16","modified_gmt":"2026-05-22T14:11:16","slug":"22-de-maio-dia-da-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/calendarios\/22-de-maio-dia-da-biodiversidade\/","title":{"rendered":"22 de maio &#8211; Dia da Biodiversidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"723\" height=\"686\" src=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/05\/image-31.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2150\" style=\"aspect-ratio:1.053937088581646;width:552px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/05\/image-31.png 723w, https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/05\/image-31-300x285.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O Brasil abriga uma das maiores biodiversidades do mundo, com mais de 130 mil esp\u00e9cies de animais e vegetais registradas, sendo 124 mil esp\u00e1cies de fauna, 44 mil esp\u00e9cies da flora e mais de 8 mil esp\u00e9cies de fungo,  al\u00e9m de milhares de esp\u00e9cies ainda n\u00e3o estudadas pela ci\u00eancia. Cerca de 59% do territ\u00f3rio nacional ainda \u00e9 coberto por vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Apesar dessa riqueza ambiental, muitas esp\u00e9cies seguem amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, enquanto diversos ecossistemas sofrem diariamente com os impactos do desmatamento e da degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"897\" height=\"475\" src=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/05\/image-32.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2151\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/05\/image-32.png 897w, https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/05\/image-32-300x159.png 300w, https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/05\/image-32-768x407.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 897px) 100vw, 897px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">N\u00f3s, da Comiss\u00e3o de Gest\u00e3o Ambiental (CGA\/UFPB), reconhecemos a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e o papel da sociedade na prote\u00e7\u00e3o das diferentes formas de vida existentes no planeta. Preservar a biodiversidade \u00e9 proteger os ecossistemas, os recursos naturais e a qualidade de vida das presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Por estar cravado no cora\u00e7\u00e3o da cidade, O Campus I tem uma caracter\u00edstica ecol\u00f3gica muito especial. Os fragmentos de mata s\u00e3o extens\u00f5es diretas e funcionam como corredores ecol\u00f3gicos conectados \u00e0 <strong>Mata do Buraquinho<\/strong> (o Jardim Bot\u00e2nico de Jo\u00e3o Pessoa), que \u00e9 uma das maiores reservas de Mata Atl\u00e2ntica em \u00e1rea urbana do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"689\" height=\"579\" src=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/05\/image-29.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2141\" style=\"aspect-ratio:1.1899878558898933;width:513px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/05\/image-29.png 689w, https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/05\/image-29-300x252.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u00a0 Essa localiza\u00e7\u00e3o privilegiada em Jo\u00e3o Pessoa \u00e9 o que torna o levantamento de fauna t\u00e3o interessante: ao mesmo tempo em que a universidade sofre com a press\u00e3o urbana (ru\u00eddo, tr\u00e1fego de ve\u00edculos, ilumina\u00e7\u00e3o artificial), ela ainda consegue sustentar uma biodiversidade alt\u00edssima por estar conectada a esse grande pulm\u00e3o verde da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A fauna encontrada nos fragmentos de Mata Atl\u00e2ntica do Campus I da UFPB \u00e9 surpreendentemente rica, beneficiada diretamente pela proximidade e conectividade com a Mata do Buraquinho (Jardim Bot\u00e2nico de Jo\u00e3o Pessoa). Esses remanescentes de Tabuleiro Costeiro funcionam como ref\u00fagio urbano para diversas esp\u00e9cies nativas, ao mesmo tempo em que registram animais adaptados \u00e0s bordas e \u00e0 matriz antropizada (\u00e1reas cimentadas e jardins).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Com base no <strong>Relat\u00f3rio de Atividades 2025<\/strong> da <em>Comiss\u00e3o de Arboriza\u00e7\u00e3o e Seguran\u00e7a Ambiental (CASA)<\/em> do Campus I da UFPB, foi estruturado um levantamento fitossociol\u00f3gico detalhado. Cruzando as tabelas e os dados t\u00e9cnicos apresentados no invent\u00e1rio flor\u00edstico do documento, identificam-se as seguintes informa\u00e7\u00f5pes sobre a biodiversidade flor\u00edstica do Campus I: <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">1. Esp\u00e9cies arb\u00f3reas com maior incid\u00eancia no Campus I &#8211; No levantamento da comiss\u00e3o, a incid\u00eancia \u00e9 mensurada pelo par\u00e2metro de <strong>Frequ\u00eancia &#8220;Alta&#8221;<\/strong>. Entre as esp\u00e9cies nativas e ex\u00f3ticas catalogadas com os maiores n\u00edveis de ocorr\u00eancia nas matas e \u00e1reas urbanizadas do Campus I, destacam-se:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Nativas de ocorr\u00eancia Alta:<\/strong> Cajueiro (<em>Anacardium occidentale<\/em>), Aroeira-da-praia (<em>Schinus terebinthifolia<\/em>), Cajazeira (<em>Spondias mombin<\/em>), Copi\u00faba (<em>Tapirira guianensis<\/em>), Cabat\u00e3-de-leite (<em>Thyrsodium spruceanum<\/em>), Araticum-do-mato (<em>Annona pickelii<\/em>), Semente-de-embira (<em>Xylopia frutescens<\/em>), Sambaquim (<em>Didymopanax morototoni<\/em>) e Visgueiro (<em>Parkia pendula<\/em>).<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ex\u00f3ticas\/Cultivadas de ocorr\u00eancia Alta:<\/strong> Mangueira (<em>Mangifera indica<\/em>), Ip\u00ea-roxo (<em>Handroanthus impetiginosus<\/em>), Castanhola (<em>Terminalia catappa<\/em>), Carolina (<em>Adenanthera pavonina<\/em>), Leucena (<em>Leucaena leucocephala<\/em>) e Jambeiro (<em>Syzygium malaccense<\/em>).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;2. Esp\u00e9cies mais raras ou amea\u00e7adas no bioma Mata Atl\u00e2ntica<\/h3>\n\n\n\n<p><a><\/a>Dentre as esp\u00e9cies de ocorr\u00eancia confirmada no Campus I listadas no relat\u00f3rio, algumas possuem status cr\u00edtico de conserva\u00e7\u00e3o no bioma original de Mata Atl\u00e2ntica por figurarem em listas de vulnerabilidade ou por sua distribui\u00e7\u00e3o restrita:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Pau-brasil (<em>Paubrasilia echinata<\/em>):<\/strong> Oficialmente listado como nativo e sob forte regime de conserva\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio nacional.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Jequitib\u00e1 (<em>Cariniana estrellensis<\/em>):<\/strong> Esp\u00e9cie cl\u00edmax da Mata Atl\u00e2ntica, considerada nobre, de crescimento lento e de ocorr\u00eancia cada vez mais restrita a fragmentos muito bem preservados.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cumaru (<em>Amburana cearensis<\/em>):<\/strong> Embora muito ligada \u00e0 Caatinga, ocorre em \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o e enclaves do Nordeste; encontra-se amea\u00e7ada em n\u00edvel nacional devido \u00e0 explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria de sua madeira e sementes.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;3. Esp\u00e9cies de Import\u00e2ncia Econ\u00f4mica<\/h3>\n\n\n\n<p><a><\/a>O relat\u00f3rio lista dezenas de \u00e1rvores no Campus I que possuem alta relev\u00e2ncia econ\u00f4mica nas cadeias produtivas de madeira de lei, farmacologia, resinas ou na fruticultura:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Madeireiras de Alto Valor:<\/strong> Mogno (<em>Swietenia macrophylla<\/em>) , Pau-brasil (<em>Paubrasilia echinata<\/em>) , Sucupira (<em>Bowdichia virgilioides<\/em>) , Angico (<em>Anadenanthera colubrina<\/em>) e Gon\u00e7alo-alves (<em>Astronium fraxinifolium<\/em>).<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Frut\u00edferas \/ Alimentos:<\/strong> Cajazeira (<em>Spondias mombin<\/em>) , Cajueiro (<em>Anacardium occidentale<\/em>) , Graviola (<em>Annona muricata<\/em>) , Pitombeira (<em>Talisia esculenta<\/em>) e Genipapo (<em>Genipa americana<\/em>).<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medicinal \/ Tintorial:<\/strong> Barbatim\u00e3o-roxo (<em>Abarema cochliacarpos<\/em>) e Urucum (<em>Bixa orellana<\/em>).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;4. Esp\u00e9cies de Import\u00e2ncia Flor\u00edstica e Ecol\u00f3gica<\/h3>\n\n\n\n<p><a><\/a>Do ponto de vista da estrutura ecol\u00f3gica, din\u00e2mica de bordas, recomposi\u00e7\u00e3o vegetal e intera\u00e7\u00f5es bi\u00f3ticas nas matas do campus, o documento evidencia a relev\u00e2ncia das seguintes esp\u00e9cies:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Ing\u00e1s (<em>Inga blanchetiana<\/em>, <em>Inga capitata<\/em>, <em>Inga thibaudiana<\/em>):<\/strong> Excelentes fixadoras de nitrog\u00eanio no solo, fundamentais para a manuten\u00e7\u00e3o da fertilidade e regenera\u00e7\u00e3o do sub-bosque do fragmento florestal urbanizado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imba\u00faba (<em>Cecropia palmata<\/em>):<\/strong> Essencial na sucess\u00e3o ecol\u00f3gica como esp\u00e9cie pioneira. \u00c9 crucial para a avifauna e mam\u00edferos (como os saguis do campus), pois fornece frutos continuamente nas clareiras e bordas de mata.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Munguba (<em>Eriotheca macrophylla<\/em>):<\/strong> Embora o relat\u00f3rio a aponte como um dos principais alvos de manejo de risco por quedas de galhos grandes, ela possui enorme relev\u00e2ncia flor\u00edstica por compor a biomassa de grande porte nativa e fornecer recursos para polinizadores noturnos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Copi\u00faba (<em>Tapirira guianensis<\/em>):<\/strong> Apresenta uma alt\u00edssima densidade flor\u00edstica na \u00e1rea do campus. Apesar de sua madeira ter baixa densidade (o que a torna suscet\u00edvel a quedas e ataques de cupins, conforme o diagn\u00f3stico da comiss\u00e3o) , ecologicamente ela \u00e9 de extrema import\u00e2ncia por sua capacidade de coloniza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e atra\u00e7\u00e3o de dispersores de sementes.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>&#8220;A biodiversidade faz parte da ess\u00eancia e da beleza do nosso planeta. Pequenos gestos podem gerar grandes impactos.&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"http:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/365\/2026\/01\/image-20.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1381\" style=\"width:205px;height:auto\" \/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil abriga uma das maiores biodiversidades do mundo, com mais de 130 mil esp\u00e9cies [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":397,"featured_media":2138,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[71],"tags":[127,6,78,9,10],"class_list":["post-2136","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-calendarios","tag-biodiversidade","tag-cga","tag-meio-ambiente","tag-sustentabilidade","tag-ufpb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2136"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2136\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2152,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2136\/revisions\/2152"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2138"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/cga\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}