Trabalhos da UFPB sobre abelhas nativas sem ferrão são premiados em Simpósio de Meliponicultura dos Biomas
Evento foi realizado na Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia

Dois trabalhos do grupo de Pesquisas do Laboratório de Hidrologia, Microbiologia e Parasitologia (LAHMP) do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foram premiados como destaques no IV Simpósio de Meliponicultura dos Biomas – Caatinga, que aconteceu em Feira de Santana, na Bahia.
Os trabalhos coordenados pelos professores Tássio Brito de Oliveira e Denise Dias Cruz do Departamento de Sistemática e Ecologia fazem parte de dois projetos apoiados pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq-PB) sobre a abelhas nativas sem ferrão e foram apresentados em duas categorias do evento: “Polinização e ecologia aplicada às abelhas sem ferrão” e “Produtos das abelhas sem ferrão”.
O primeiro trabalho, intitulado “Microrganismos e abelhas sem ferrão do estado da Paraíba: Identificação molecular, simbiontes-chave e ferramentas digitais para o monitoramento das colmeias” foi coordenado pelo professor Tássio Brito de oliveira.
Já o trabalho “Meliponicultura: a importância da paisagem para as abelhas, seus produtos e para os produtores na Paraíba, Nordeste do Brasil” foi coordenado pela professora Denise Dias Cruz.
Os trabalhos premiados foram desenvolvidos com a participação de alunos de graduação e pós-graduação do LAHMP/UFPB, com destaque para os alunos do Programa de Pós-graduação e Meio Ambiente (Prodema) Giovanna Carolina Weizel Lacouth e Lísias Soares Morais, e para a bióloga do laboratório Marcylenne Santana de Oliveira, que atua na curadoria e manutenção do acervo de microrganismos.
A pesquisa também contou com a parceria de meliponicultores da Paraíba e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Sobre os trabalhos
O primeiro trabalho, identificou que abelhas nativas do Nordeste abrigam um fungo simbionte filogeneticamente distinto do Zygosaccharomyces já descrito para espécies do Sudeste, sugerindo a existência de um novo gênero fúngico com possível distribuição restrita à região.
O segundo trabalho investigou a comunidade bacteriana do mel de três espécies de Melipona da Paraíba de grande importância na Meliponicultura (a criação racional das abelhas nativas sem ferrão), revelando que o mel abriga um núcleo bacteriano comum, dominado por bactérias láticas fermentadoras, que atuam diretamente na transformação e conservação do produto e influenciam suas características finais.
Simpósio de Meliponicultura
O evento reuniu meliponicultores, pesquisadores, técnicos, estudantes e representantes de instituições públicas e privadas envolvidos com a criação e conservação de abelhas sem ferrão no Semiárido brasileiro.
O espaço promoveu a troca de conhecimentos e experiências para o desenvolvimento técnico, científico e sustentável da Meliponicultura, com discussões voltadas à profissionalização da atividade, à incorporação de inovações tecnológicas e à valorização dos saberes e potenciais regionais.
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Texto: Marcos da Paz
Fotos: Divulgação