Trabalhos da UFPB sobre abelhas nativas sem ferrão são premiados em Simpósio de Meliponicultura dos Biomas

Evento foi realizado na Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia

quinta-feira, 17 de setembro de 2026
atualizado em quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Dois trabalhos do grupo de Pesquisas do Laboratório de Hidrologia, Microbiologia e Parasitologia (LAHMP) do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foram premiados como destaques no IV Simpósio de Meliponicultura dos Biomas – Caatinga, que aconteceu em Feira de Santana, na Bahia.

Os trabalhos coordenados pelos professores Tássio Brito de Oliveira e Denise Dias Cruz do Departamento de Sistemática e Ecologia fazem parte de dois projetos apoiados pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq-PB) sobre a abelhas nativas sem ferrão e foram apresentados em duas categorias do evento: “Polinização e ecologia aplicada às abelhas sem ferrão” e “Produtos das abelhas sem ferrão”.

O primeiro trabalho, intitulado “Microrganismos e abelhas sem ferrão do estado da Paraíba: Identificação molecular, simbiontes-chave e ferramentas digitais para o monitoramento das colmeias” foi coordenado pelo professor Tássio Brito de oliveira.

Já o trabalho “Meliponicultura: a importância da paisagem para as abelhas, seus produtos e para os produtores na Paraíba, Nordeste do Brasil” foi coordenado pela professora Denise Dias Cruz.

Os trabalhos premiados foram desenvolvidos com a participação de alunos de graduação e pós-graduação do LAHMP/UFPB, com destaque para os alunos do Programa de Pós-graduação e Meio Ambiente (Prodema) Giovanna Carolina Weizel Lacouth e Lísias Soares Morais, e para a bióloga do laboratório Marcylenne Santana de Oliveira, que atua na curadoria e manutenção do acervo de microrganismos.

A pesquisa também contou com a parceria de meliponicultores da Paraíba e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Sobre os trabalhos

O primeiro trabalho, identificou que abelhas nativas do Nordeste abrigam um fungo simbionte filogeneticamente distinto do Zygosaccharomyces já descrito para espécies do Sudeste, sugerindo a existência de um novo gênero fúngico com possível distribuição restrita à região.

O segundo trabalho investigou a comunidade bacteriana do mel de três espécies de Melipona da Paraíba de grande importância na Meliponicultura (a criação racional das abelhas nativas sem ferrão), revelando que o mel abriga um núcleo bacteriano comum, dominado por bactérias láticas fermentadoras, que atuam diretamente na transformação e conservação do produto e influenciam suas características finais.

Simpósio de Meliponicultura

O evento reuniu meliponicultores, pesquisadores, técnicos, estudantes e representantes de instituições públicas e privadas envolvidos com a criação e conservação de abelhas sem ferrão no Semiárido brasileiro.

O espaço promoveu a troca de conhecimentos e experiências para o desenvolvimento técnico, científico e sustentável da Meliponicultura, com discussões voltadas à profissionalização da atividade, à incorporação de inovações tecnológicas e à valorização dos saberes e potenciais regionais.

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Texto: Marcos da Paz
Fotos: Divulgação