{"id":788,"date":"2020-09-30T09:42:00","date_gmt":"2020-09-30T12:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/?p=788"},"modified":"2025-12-13T22:33:05","modified_gmt":"2025-12-14T01:33:05","slug":"futebol-tambem-e-espaco-de-resistencia-e-luta-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/elas-noticias-de-interesse-para-mulheres\/futebol-tambem-e-espaco-de-resistencia-e-luta-das-mulheres\/","title":{"rendered":"Futebol tamb\u00e9m \u00e9 espa\u00e7o de resist\u00eancia e luta das mulheres"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"614\" src=\"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/269\/2025\/12\/image-110.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-789\" style=\"aspect-ratio:1.2508368426735774;width:187px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/269\/2025\/12\/image-110.png 768w, https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/269\/2025\/12\/image-110-300x240.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>No futebol a desigualdade salarial entre homens e mulheres n\u00e3o \u00e9 diferente em rela\u00e7\u00e3o a outros espa\u00e7os de trabalho. Enquanto o esporte jogado por homens movimenta bilh\u00f5es de reais, o praticado pelas mulheres beira a precariedade. Resultado de lutas e reivindica\u00e7\u00f5es, em 2 de setembro, a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF) anunciou a equipara\u00e7\u00e3o dos pagamentos de di\u00e1rias e premia\u00e7\u00f5es feitos aos jogadores e \u00e0s jogadoras das sele\u00e7\u00f5es brasileiras principais. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/269\/2025\/12\/image-111.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-790\" style=\"width:171px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/269\/2025\/12\/image-111.png 768w, https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/269\/2025\/12\/image-111-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/269\/2025\/12\/image-111-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Essa medida acontece paralela ao desenvolvimento da modalidade no Brasil. Para a t\u00e9cnica do paraibano Botafogo,<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/plone.ufpb.br\/comu\/contents\/noticias\/futebol-tambem-e-espaco-de-resistencia-e-luta-das-mulheres\/gleideleg.jpg\/@@images\/9b3679f5-8fbf-4fee-9b1a-e002e9e7fbe0.jpeg\" alt=\"\">&nbsp;Gleide Costa, \u00e9 uma medida a se comemorar. \u201cEstamos rompendo barreiras culturais, onde o machismo ainda est\u00e1 impregnado e n\u00e3o vai ser f\u00e1cil atingir o patamar dos direitos iguais, mas temos que continuar a caminhar e lutar em v\u00e1rios espa\u00e7os de poder, dentre estes est\u00e1 a pol\u00edtica.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo hist\u00f3rico e de legitima\u00e7\u00e3o das modalidades feminino e masculino s\u00e3o diferentes, o que resulta em certas discrep\u00e2ncias atuais. Marta, eleita a melhor jogadora de futebol de todos os tempos, coleciona seis trof\u00e9us, no entanto, n\u00e3o chegava a receber nem 1% do rendimento anual do jogador Neymar. No ano passado, os brasileiros puderam acompanhar pela primeira vez a Copa do Mundo feminina pela televis\u00e3o aberta. Em seu primeiro jogo, Marta utilizou uma chuteira preta, sem patrocinadores, com apenas duas faixas, uma rosa e outra azul, simbolizando a igualdade de g\u00eanero e respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Atacante do time Flamengo\/Marinha (RJ), a paraibana L\u00fa Meireles acredita que a igualdade salarial entre as modalidades \u00e9 a maior conquista do futebol feminino. \u201cPosso afirmar com certeza que o cen\u00e1rio est\u00e1 mudando. A gente v\u00ea um maior esfor\u00e7o da m\u00eddia em transmitir os jogos, maiores discuss\u00f5es nas redes sociais, alguns incentivos da CBF. Ainda n\u00e3o \u00e9 como esperamos, mas a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 bem melhor\u201d, defende. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"543\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/269\/2025\/12\/image-112.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-791\" style=\"width:202px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/269\/2025\/12\/image-112.png 543w, https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/269\/2025\/12\/image-112-212x300.png 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 543px) 100vw, 543px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>&nbsp;L\u00fa est\u00e1 com 32 anos e relata que foram mais de dez anos no amadorismo para conseguir chegar ao profissionalismo em um grande clube. \u201c\u00c9 uma conquista muito grande porque a gente v\u00ea que faz o futebol acontecer se nos der uma&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/plone.ufpb.br\/comu\/contents\/noticias\/futebol-tambem-e-espaco-de-resistencia-e-luta-das-mulheres\/LU.LEG.jpg\/@@images\/cf731904-6019-42b3-ab8e-06f69ccf0f00.jpeg\" alt=\"\">chance\u201d. Em 2017, a jogadora foi convocada para um per\u00edodo de treinos na sele\u00e7\u00e3o brasileira e destaca que a garantia de oportunidades \u00e9 uma das lutas das jogadoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s do futebol feminino n\u00e3o lutamos para nos igualar aos homens. Nossa luta \u00e9 para construir e conquistar espa\u00e7os, visibilidades, oportunidades. Acho que se a gente pensa dessa forma, e n\u00e3o entra em conflitos [futebol feminino x masculino] ganhamos muito mais\u201d, avalia a jogadora que est\u00e1 no Flamengo\/Marinha desde o ano passado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Futebol paraibano jogado por mulheres<\/h3>\n\n\n\n<p>Na perspectiva de Gleide Costa, a Para\u00edba vem avan\u00e7ando na modalidade, com a ades\u00e3o dos times ao futebol feminino, mas compreende que a falta de investimento \u00e9 um grande problema. \u201cAs atletas da Para\u00edba s\u00e3o amadoras em todos os clubes, o que n\u00e3o diferencia da realidade nacional. Somente alguns clubes conseguem profissionalizar os seus elencos, pois a maioria das jogadoras recebe apenas ajuda de custo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Campeonato Paraibano feminino teve sua primeira transmiss\u00e3o ao vivo no ano passado o que foi um marco para a hist\u00f3ria da modalidade. \u201cFazemos parte de uma hist\u00f3ria de luta que n\u00e3o acabou, por\u00e9m me sinto incans\u00e1vel quando o assunto \u00e9 colaborar para o desenvolvimento do futebol feminino\u201d, afirma Gleide.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Da proibi\u00e7\u00e3o a falta de incentivos<\/h3>\n\n\n\n<p>Proibido desde 1941, o futebol feminino s\u00f3 foi regulamentado no Brasil em 1983. Com isso, foi permitido que as mulheres pudessem competir, criar calend\u00e1rios, utilizar est\u00e1dios, ensinar nas escolas, entre outras atividades. Sua criminaliza\u00e7\u00e3o, assim como a falta de incentivo marginaliza e coloca as profissionais numa posi\u00e7\u00e3o de precariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, para Gleide Costa, apenas a hist\u00f3ria n\u00e3o justifica as atuais desigualdades entre homens e mulheres no futebol brasileiro.&nbsp;\u201cA quest\u00e3o temporal, no que se refere a legaliza\u00e7\u00e3o do futebol, pode trazer implica\u00e7\u00f5es negativas, l\u00f3gico, tendo em vista que perdeu-se anos de pr\u00e1tica. Por\u00e9m isso fica no campo das suposi\u00e7\u00f5es, pois existem esportes muito mais novos que conseguiram se desenvolver em curto espa\u00e7o de tempo, no caso do MMA e outros\u201d, avalia a treinadora.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Gleyce Marques | Edi\u00e7\u00e3o: Lis Lemos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No futebol a desigualdade salarial entre homens e mulheres n\u00e3o \u00e9 diferente em rela\u00e7\u00e3o a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":481,"featured_media":789,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-788","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-elas-noticias-de-interesse-para-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/users\/481"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=788"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/788\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":792,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/788\/revisions\/792"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/media\/789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/comu\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}