Pesquisadores do CEAR desenvolvem sistema de dessalinização térmica para produzir água potável
Inventores são o professor Adriano da Silva Marques (CEAR) e os pesquisadores Marco Damasceno de Sousa (IFPB), Marllon Costa Lira (CEAR) e Leonardo Pereira (IFPB)

Pesquisadores do Centro de Energias Alternativas e Renováveis (CEAR) da UFPB desenvolveram um sistema de dessalinização térmica para produzir água potável e controle de nível para destilação/dessalinização térmica, propondo uma alternativa sustentável para a produção de água potável em regiões com escassez hídrica.
Os inventores são o professor Adriano da Silva Marques (CEAR) e os pesquisadores Marco Damasceno de Sousa (IFPB), Marllon Costa Lira (CEAR) e Leonardo Pereira (IFPB). O pedido de patente foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
De acordo com o professor Adriano da Silva Marques, a tecnologia é uma conquista do Grupo de Pesquisa em Eficiência Energética e Diagnóstico de Impactos Ambientais (2EXA) da UFPB. Também é resultante de estudos realizados no âmbito do Programa de Pós-graduação em Energias Renováveis (PPGER).
Como a tecnologia funciona
O sistema baseia-se na mudança de fase da água, explorando o processo de evaporação induzido pela energia solar e condensação forçada. Ele utiliza um concentrador solar de disco parabólico com rastreamento de dois eixos, capaz de acompanhar o movimento do sol e maximizar a captação de energia. A radiação solar concentrada é direcionada para um absorvedor térmico onde ocorre o aquecimento da água salobra.
Essa água salobra é inicialmente armazenada em um reservatório suspenso e, por meio de um reservatório nivelador, é mantida em nível constante no interior do absorvedor. Esse controle automático é baseado no princípio dos vasos comunicantes, garantindo o abastecimento contínuo conforme ocorre a evaporação da água.
Ao atingir altas temperaturas no absorvedor, a água evapora, e o vapor gerado é conduzido por tubulações até um condensador de contrafluxo (chiller), onde o vapor é resfriado e convertido novamente em água líquida. A água dessalinizada é então armazenada em um reservatório graduado para posterior utilização.
A proposta se destaca pela inovação na automação do controle de nível de água e pela eficiência na transformação da água salobra em potável, sendo uma solução viável para comunidades isoladas ou regiões áridas com alta incidência de radiação solar.
Texto: Aline Lins
Imagem: Divulgação
