{"id":1116,"date":"2025-12-01T11:33:52","date_gmt":"2025-12-01T14:33:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/?p=1116"},"modified":"2025-12-01T11:38:35","modified_gmt":"2025-12-01T14:38:35","slug":"tecnologia-desenvolvida-na-ufpb-permite-reutilizacao-de-baterias-de-veiculos-eletrificados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/software\/tecnologia-desenvolvida-na-ufpb-permite-reutilizacao-de-baterias-de-veiculos-eletrificados\/","title":{"rendered":"Tecnologia desenvolvida na UFPB permite reutiliza\u00e7\u00e3o de baterias de ve\u00edculos eletrificados"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Solu\u00e7\u00e3o contribui para a sustentabilidade energ\u00e9tica, ao aproveitar baterias que seriam descartadas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do Balan\u00e7o Energ\u00e9tico Nacional 2025 (ano-base 2024), publicado pela Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) e pelo Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) indicam o crescente interesse dos brasileiros pela mobilidade el\u00e9trica. Segundo o relat\u00f3rio (imagem abaixo), 1,9 mil ve\u00edculos eletrificados (el\u00e9tricos e h\u00edbridos) foram licenciados no pa\u00eds no ano de 2020, n\u00famero que saltou para mais de 215 mil em 2024. Mas, se a ind\u00fastria da eletromobilidade enaltece a tecnologia de baixo carbono em um momento de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no Brasil, o avan\u00e7o desse mercado traz uma discuss\u00e3o precisamente sobre sustentabilidade energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"564\" height=\"323\" src=\"http:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/285\/2025\/12\/Captura_de_tela_20251126_143222.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1117\" style=\"width:740px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/285\/2025\/12\/Captura_de_tela_20251126_143222.png 564w, https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/285\/2025\/12\/Captura_de_tela_20251126_143222-300x172.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso por causa do impacto ambiental provocado pelo descarte da bateria desses ve\u00edculos, rejeitadas quando atingem 80% da capacidade de carga), como explicou o docente Oswaldo Hideo J\u00fanior, do Centro de Energias Alternativas e Renov\u00e1veis da Universidade Federal da Para\u00edba (CEAR\/UFPB). Foi a partir dessa preocupa\u00e7\u00e3o com o potencial desperdi\u00e7ado junto com as baterias que o pesquisador da UFPB enxergou no segundo uso para esses produtos uma solu\u00e7\u00e3o para conciliar desenvolvimento e sustentabilidade energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No CEAR, Oswaldo Junior, professor no Departamento de Engenharia El\u00e9trica, conduz o Grupo de Pesquisa em Energia e Sustentabilidade Energ\u00e9tica (GPEnSE). Ele e o pesquisador Eder Andrade da Silva, vinculado ao GPEnSE\/UFPB, criaram prot\u00f3tipos de baterias de segundo uso ou de segunda vida (ESS Second-Used or Second-Life).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aproveitamento vem de carros ou \u00f4nibus el\u00e9tricos, por exemplo, cujas baterias j\u00e1 encerraram seu ciclo porque n\u00e3o atendem mais os padr\u00f5es do setor de transportes. A ideia \u00e9 reutilizar esses itens, conforme o potencial que existe para novas aplica\u00e7\u00f5es. \u201cIsso n\u00e3o somente reduz custos como tamb\u00e9m ajuda a prolongar o ciclo do carbono e, consequentemente, a reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa\u201d, explicou Oswaldo. Segundo ele, uma bateria de segunda vida pode custar em torno de 40 a 50% menos que uma exemplar nova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa produ\u00e7\u00e3o de baterias de segundo uso \u00e9 um dos desdobramentos da cria\u00e7\u00e3o de um software inovador que rendeu \u00e0 UFPB um registro concedido, neste m\u00eas, pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), para prote\u00e7\u00e3o da autoria do programa de computador. O software \u201cBattery Digital Shadow: Sistema de Extra\u00e7\u00e3o de Atributos para Otimiza\u00e7\u00e3o do Diagn\u00f3stico e Progn\u00f3stico de Armazenamento de Energia\u201d (BR512025005823-3) \u00e9 um sistema computacional avan\u00e7ado que auxilia na classifica\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas (pequenas pilhas) de baterias usadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ferramenta, criada por Oswaldo Junior e outros dois inventores, Giovane Ronei Sylvestrin e Joylan Nunes Maciel, pesquisadores externos integrantes do GPEnSE\/UFPB, recorre, inevitavelmente, \u00e0 Intelig\u00eancia Artificial (IA) para otimizar o processo de diagn\u00f3stico das baterias. \u201cA IA \u00e9 a base do nosso sistema, pois permite prever quanto tempo uma bateria ou uma c\u00e9lula ainda vai durar com base em poucos ciclos e com alta precis\u00e3o. Nossa IA usa algoritmos modernos de aprendizado de m\u00e1quina para analisar sinais e prever o comportamento futuro da bateria ou da c\u00e9lula, algo imposs\u00edvel de fazer de outra forma com a mesma assertividade\u201d, explicou o coordenador do GPEnSE.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a classifica\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas, a parte que n\u00e3o pode ser aproveitada vai para o descarte\/reciclagem, enquanto outra parte vai ser reutilizada, conforme o potencial que ainda tem para cada aplica\u00e7\u00e3o. Uma bateria do tipo estacion\u00e1ria pode, por exemplo, armazenar energia solar para que se possa usar essa energia durante a noite, sem consumo por meio da concession\u00e1ria, ou pode operar, por exemplo, como no-break, garantindo o funcionamento de data centers em caso de queda de eletricidade. J\u00e1 uma do tipo tracion\u00e1ria pode servir para alimentar o motor el\u00e9trico de empilhadeiras el\u00e9tricas em ambientes industriais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"653\" src=\"http:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/285\/2025\/12\/imagem_site-1024x653.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1118\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/285\/2025\/12\/imagem_site-1024x653.png 1024w, https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/285\/2025\/12\/imagem_site-300x191.png 300w, https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/285\/2025\/12\/imagem_site-768x490.png 768w, https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/285\/2025\/12\/imagem_site-1536x979.png 1536w, https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/285\/2025\/12\/imagem_site-2048x1305.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Oswaldo Junior, a tecnologia j\u00e1 est\u00e1 em est\u00e1gio avan\u00e7ado de desenvolvimento, classificada como TRL 5 (prot\u00f3tipo funcional validado), com dados reais obtidos em ambiente laboratorial. Ele acredita que a solu\u00e7\u00e3o pode ser comercializada em at\u00e9 dois anos, a partir da realiza\u00e7\u00e3o de parcerias com empresas, para alcan\u00e7ar n\u00edveis de maturidade tecnol\u00f3gica mais elevados para o produto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCom investimentos e com o apoio certo, essa tecnologia pode estar pronta para o mercado em pouco tempo, transformando bateria usada em solu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica nacional com IA e provendo \u00e0 sustentabilidade energ\u00e9tica\u201d. O pr\u00f3ximo passo, adianta o pesquisador, \u00e9 a fase de valida\u00e7\u00e3o operacional, que implica integrar o sistema com baterias em campo, para avaliar o desempenho de forma cont\u00ednua e adaptar a solu\u00e7\u00e3o a diferentes contextos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na UFPB, as patentes e os softwares s\u00e3o registrados e protegidos pela Ag\u00eancia UFPB de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (Inova). Sobre o software recentemente registrado no INPI, para classifica\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas de baterias usadas, o diretor de Transfer\u00eancia Tecnol\u00f3gica da Inova, Jos\u00e9 Bezerra, ressaltou que a UFPB tem interesse na transfer\u00eancia dessa tecnologia para o mercado, na forma de licenciamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEstamos abertos para negocia\u00e7\u00f5es de parceria que viabilizem a chegada desta tecnologia para a sociedade. A equipe de inventores possui expertise e infraestrutura para desenvolvimento de outras solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas nessa \u00e1rea de conhecimento\u201d, informou Jos\u00e9 Bezerra. As empresas interessadas em investir na transfer\u00eancia da tecnologia devem entrar em contato com a Inova\/UFPB pelo e-mail <a href=\"mailto:inova@reitoria.ufpb.br\">inova@reitoria.ufpb.br<\/a> .<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong><br>Prof. Oswaldo Junior<br>Dep. Engenharia El\u00e9trica\/CEAR\/UFPB<br><a href=\"mailto:oswaldo.junior@cear.ufpb.br\">oswaldo.junior@cear.ufpb.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Texto: Milena Dantas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Imagens:&nbsp;GPEnSE\/UFPB\/Divulga\u00e7\u00e3o e EPE\/MME\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Arte: Pedro Costa<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Solu\u00e7\u00e3o contribui para a sustentabilidade energ\u00e9tica, ao aproveitar baterias que seriam descartadas Dados do Balan\u00e7o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":453,"featured_media":1118,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1116","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-software"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1116","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/users\/453"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1116"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1116\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1124,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1116\/revisions\/1124"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}