{"id":1354,"date":"2020-11-03T15:36:00","date_gmt":"2020-11-03T18:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/?p=1354"},"modified":"2026-02-25T15:37:51","modified_gmt":"2026-02-25T18:37:51","slug":"ufpb-obtem-direitos-sobre-multi-sensor-de-precisao-e-remedio-anti-superbacterias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/noticias-patentes\/ufpb-obtem-direitos-sobre-multi-sensor-de-precisao-e-remedio-anti-superbacterias\/","title":{"rendered":"UFPB obt\u00e9m direitos sobre multi-sensor de precis\u00e3o e rem\u00e9dio anti-superbact\u00e9rias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Revista da Propriedade Industrial (RPI) de n\u00famero 2600, publicada no dia 03 de novembro de 2020, notificou a concess\u00e3o de duas novas cartas-patentes da UFPB.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Revista da Propriedade Industrial (RPI) de n\u00famero 2600, publicada no dia 03 de novembro de 2020, notificou a concess\u00e3o de duas novas cartas-patentes da UFPB. Considerando o ano de 2018 como ponto de partida, a UFPB j\u00e1 det\u00e9m, com essas duas novas concess\u00f5es, 07 (sete) cartas-patentes (as outras s\u00e3o: a PI1003926-0, a BR202013031958-4, a BR102013029247-8, a BR102014033128-0 e a BR102014029920-3).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale destacar que o processo para a concess\u00e3o de um pedido de patente (para o pedido passar a se tornar \u201ccarta-patente\u201d e realmente conceder o direito de propriedade e exclusividade ao titular) ainda \u00e9 bastante demorado. Os pedidos depositados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), por exemplo, necessitam passar 18 meses em sigilo e s\u00f3 depois disso s\u00e3o publicados na RPI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Passado esse prazo, \u00e9 necess\u00e1rio solicitar o \u201cexame\u201d do m\u00e9rito de patenteabilidade. Isso deve ocorrer at\u00e9 os 36 meses ap\u00f3s o dep\u00f3sito de patente, caso ultrapasse esse prazo, e n\u00e3o seja requerido esse exame, o processo do pedido ser\u00e1 arquivado (conforme a Lei N\u00ba 9.279 de 1996). Entre o requerimento para esse exame e a efetiva\u00e7\u00e3o desse exame pelo INPI pode demorar alguns anos. Fora a necessidade de retifica\u00e7\u00e3o, explica\u00e7\u00f5es e ajustes at\u00e9 que o pedido seja definitivamente aprovado e a carta-patente seja emitida. Um dos fatores para esse \u201cgargalo\u201d \u00e9 a quantidade extremamente reduzida de examinadores habilitados atuantes no INPI. S\u00f3 para se ter uma ideia em 2015 no USTPO, o equivalente do INPI nos Estados Unidos, eram aproximadamente 7 (sete) mil examinadores ativos e operantes, enquanto no Brasil at\u00e9 \u00e0quele ano eram aproximadamente 190. At\u00e9 2018 esse quantitativo sofreu um aumento, chegando a mais de 300 plenamente capacitados e isso refletiu sensivelmente na agilidade dos exames.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Das duas novas concess\u00f5es patent\u00e1rias de hoje (dia 03 de novembro de 2020), uma foi depositada em 30 de julho de 2009. A PI0902748-3 trata de um \u201cinstrumento de transdu\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica resistiva m\u00faltipla com compensa\u00e7\u00e3o da derivada t\u00e9rmica e ru\u00eddo de baixa frequ\u00eancia\u201d, desenvolvido pelos inventores Francisco Ant\u00f4nio Belo, Abel Cavalcante Lima Filho e o Di\u00f3genes Montenegro Gomes de Brito Silva. O referido instrumento, um multi-sensor, ter\u00e1 10 (dez) anos de prote\u00e7\u00e3o a partir de 03 de novembro de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O dispositivo da A PI0902748-3 \u00e9 um instrumento de medida capaz de associar indeterminados sensores resistivos em variados pontos de medidas de forma simult\u00e2nea e com elevada precis\u00e3o e tudo isso usando um \u00fanico circuito eletr\u00f4nico. Outra caracter\u00edstica \u00e9 a capacidade de compensa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica das derivadas t\u00e9rmicas e dos ru\u00eddos de baixa frequ\u00eancia, reduzindo erros das medi\u00e7\u00f5es. O referido dispositivo permite, assim, o uso de sensores resistivos para, por exemplo, medir temperatura e deforma\u00e7\u00e3o de determinados materiais. Pode-se usar, por exemplo, na ind\u00fastria ferrovi\u00e1ria e aeron\u00e1utica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O outro pedido de patente concedido foi o \u201ccomposto derivado do \u00e1cido selenoglic\u00f3lico com a\u00e7\u00e3o antibacteriana e coadjuvante de antibi\u00f3tico\u201d (BR102013034050-2) desenvolvido por Petr\u00f4nio Filgueiras de Athayde Filho, Jos\u00e9 Maria Barbosa Filho Brasileiro, Nathalie Helen Paes Barreto Borges, Helivaldo Di\u00f3genes da Silva Souza, Roxana Pereira Fernandes de Sousa, Bruno Freitas Lira e Jos\u00e9 Pinto de Siqueira J\u00fanior. O pedido foi depositado em 19 de dezembro de 2013 e ter\u00e1 validade de 20 (vinte) anos a partir da data do dep\u00f3sito. Esta tecnologia \u00e9 destinada ao setor farmac\u00eautico, mais precisamente para infec\u00e7\u00f5es causadas por superbact\u00e9rias resistentes aos antibi\u00f3ticos e que, em muitos casos, s\u00e3o consideradas incur\u00e1veis! Esse novo medicamente \u00e9 capaz de deter a a\u00e7\u00e3o dessas bact\u00e9rias agressivas e, aparentemente, indestrut\u00edveis, por induzir o bloqueio \u201cda bomba de efluxo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPara entendermos melhor esse mecanismo, o bombeamento ativo de antimicrobianos de dentro da c\u00e9lula bacteriana para fora dela produz resist\u00eancia bacteriana a determinados medicamentos, ou seja, essas superbact\u00e9rias desenvolvem um ciclo que assimila e expulsa o antimicrobiano, tornando-as imunes a eles; contudo, a atual tecnologia impede justamente o \u201cefluxo ativo\u201d, desmantelando essa capacidade da bact\u00e9ria e tornando-a novamente vulner\u00e1vel aos antibi\u00f3ticos. Em termos simples, estamos diante da \u201ckryptonita\u201d, da fic\u00e7\u00e3o, na vers\u00e3o bacteriana\u201d, destaca o Prof. Petr\u00f4nio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Revista da Propriedade Industrial (RPI) de n\u00famero 2600, publicada no dia 03 de novembro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":270,"featured_media":725,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1354","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-patentes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/users\/270"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1354"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1355,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1354\/revisions\/1355"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/media\/725"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/inova\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}