No Dia Mundial de Conscientização do TDAH, a UFPB destaca ações do projeto de extensão “Redes de Inclusão”

Nesta segunda (13) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Para dar suporte às pessoas que têm esse transtorno, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) oferece o projeto de extensão “Redes de inclusão: estratégias de acompanhamento especializado para estudantes com TDAH e TEAp (dislexia) de instituições de ensino superior”.
De acordo com a coordenadora do projeto, a professora Mônica de Fátima Batista Correia, alguns estudos apontam que 5% da população infantil têm TDAH, assim como 3% da população adulta. Mas muitos só tardiamente vão reconhecer. Segundo ela, para a edição deste ano do projeto, foram selecionados 50 estudantes.
“O principal objetivo do projeto é dar a atender o que é o TDAH, deixar claro quais são as características e os empoderar. Queremos fornecer suporte através de instrumentos, estratégias, aplicativos e vários elementos que a gente tem disponíveis para auxiliar na vida acadêmica de uma pessoa com TDAH de maneira a permitir que os obstáculos que são colocados pelo ambiente não atrapalharem a sua vivência acadêmica, ajudando na permanência e no alcance dos objetivos que eles têm”, explicou a professora e coordenadora do projeto.
Mônica Correia ainda explicou que o TDAH envolve a concentração de dopamina na região sináptica do lóbulo frontal e causa três tipos de sintomas (tríade sintomatológica): déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade. Contudo, para caracterizar TDAH os sintomas não podem aparecer em crises de outro tipo de transtorno.
“É um padrão de comportamento e precisa ser persistente. Além disso, precisa interferir no funcionamento da pessoa, envolvido em mais de um ambiente. Geralmente causa muitos prejuízos bem significativos em mais de um lugar e esses prejuízos precisam aparecer antes dos 12 anos para ser caracterizado”, esclareceu a professora.
O TDAH é um transtorno multifatorial como também é poligênico, com vários genes envolvidos. Geralmente, o diagnóstico é feito pelo psiquiatra, mas também pode ser feito conjuntamente com o neurologista e o psicólogo por meio de testes e avaliação neuropsicológica.
São vários os fatores que podem interferir para incidência do TDAH, tanto genéticos, hereditários familiares, como questões de adversidades do ambiente, a exemplo do baixo peso ao nascer, tabagismo, uso de álcool e drogas pelos pais, negligência quando criança, exposição a neurotoxinas, infecções, complicações na gravidez e durante o parto.
As características de déficit de atenção mais comuns são: não prestar atenção em detalhes; cometer erros por descuido; dificuldade de manter atenção em tarefas; passar a impressão de não estar ouvindo quando uma pessoa está falando; ter dificuldade de finalizar uma atividade que inicia; ter dificuldade de organização; dificuldade com tarefas que demandem muito tempo e esforço intelectual; perder com facilidade os objetos; distrair-se com qualquer estímulo e pensamentos externos; esquecer atividades rotineiras e datas.
As características relacionadas à hiperatividade e à impulsividade são: inquietação; não conseguir ficar sentado quando é obrigado a fazer isso; não conseguir se envolver em atividades recreativas com calma; falar demais; adiantar-se para responder perguntas antes que as pessoas terminem as frases; ter dificuldade de esperar a vez; e interromper muito as outras pessoas.
Para conhecer mais sobre o projeto, acesse: https://www.instagram.com/ext.redesdeinclusao/.
Texto: Marcelo Rodrigo
Imagem: Freepik