{"id":221,"date":"2024-09-26T10:17:13","date_gmt":"2024-09-26T13:17:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca2\/?page_id=221"},"modified":"2025-06-18T09:00:47","modified_gmt":"2025-06-18T12:00:47","slug":"joao-lobo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/acervo\/colecao-pinacoteca-ufpb\/joao-lobo\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Lobo"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Brejo do Cruz \u2013 PB, 1958<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Lobo come\u00e7ou a se interessar por imagens aos 20 e poucos anos de idade, na d\u00e9cada de 1980. No in\u00edcio, foram pequenos trabalhos audiovisuais de car\u00e1ter educativo, mas rapidamente migrou para a fotografia profissional. Inquieto e curioso, o trabalho de fotojornalismo n\u00e3o o satisfez. Sua vontade era ir al\u00e9m do fato, da imagem-not\u00edcia, da narrativa de um evento. Sua agita\u00e7\u00e3o pedia mais: queria experimentar, ir al\u00e9m do registro e, assim como os \u201cvelhos\u201d fot\u00f3grafos do Photo-Secession, mostrar que a fotografia era sim capaz de produzir arte. Suas buscas acabaram por encontrar fot\u00f3grafos como Ernst Haas, Ansel Adams, William Klein e Marc Riboud. Eram \u00e1reas diferentes, mas todos com grande criatividade e inova\u00e7\u00e3o de linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas experi\u00eancias o levaram para o meio acad\u00eamico, onde aprofundou seu conhecimento te\u00f3rico e come\u00e7ou a lecionar para que seu trabalho n\u00e3o fosse t\u00e3o solit\u00e1rio como se apresentava. O fot\u00f3grafo levou seus trabalhos para diversos pa\u00edses, como Portugal, Argentina, Espanha, Fran\u00e7a, Holanda e Chile. Al\u00e9m de levar conhecimento, nessas viagens iniciou um interc\u00e2mbio com diversos fot\u00f3grafos. Numa dessas viagens conheceu as imagens de Pedro Lu\u00eds Raota, umas das suas grandes influ\u00eancias pelo enquadramento, dramaticidade da luz e altos contrastes, em Villaguay, na Argentina. Mas outros, tamb\u00e9m entre os brasileiros, tornaram-se refer\u00eancia, pelo menos parte de seu museu imagin\u00e1rio: Klaus Mitteldorf, Renan Cepeda e H\u00e9lio Oiticica, que apesar de n\u00e3o ser fot\u00f3grafo realizaram trabalhos importantes usando a fotografia.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Lobo \u00e9 um experimentalista no sentido mais amplo da palavra. Trabalha com a luz, com diferentes filmes, quebrando regras de exposi\u00e7\u00e3o e processamento, obtendo resultados que quase sempre surpreendem, e acaba produzindo imagens que causam um descondicionamento do olhar. Ele conhece muito de regras e padr\u00f5es, a ponto de quebr\u00e1-los e, novamente, como qualquer cientista, ser capaz de reproduzir a experi\u00eancia, obtendo os mesmos resultados, base necess\u00e1ria para a transmiss\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 h\u00e1 alguns anos desenvolve projetos na \u00e1rea did\u00e1tico-cultural que envolve parte do Nordeste. Exemplificando, o que acontece em Paraty, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Bras\u00edlia, a Para\u00edba tamb\u00e9m tem seu festival da imagem, j\u00e1 h\u00e1 quatro anos. \u00c9 idealizador do projeto \u201cO Parahyba Digital\u201d, que em sua terceira edi\u00e7\u00e3o, o mostrou a necessidade deste tipo de interc\u00e2mbio. Indica a viabilidade de juntar profissionais comungando um mesmo sentimento e somando ideias que se propagaram com o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Lobo transitando entre a pr\u00e1tica e a teoria permitiu-se desenvolver um olhar cr\u00edtico e um conhecimento da produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, especialmente quando o assunto \u00e9 arte, uma \u00e1rea em que muitos ainda patinam e se eximem de comentar. A sua versatilidade \u00e9 demonstrada na exposi\u00e7\u00e3o \u201cOlho a Olho\u201d (1998) e \u201cAutoreverse\u201d (2000), dando ao expectador novas perspectivas e no \u00e1lbum \u201cCorpo Alma\u201d (2000), mostra detalhes macrosc\u00f3picos do corpo humano que remetem a paisagens po\u00e9ticas. A\u00ed ele se utiliza de duas vertentes da arte. No cap\u00edtulo Corpo, mostra os detalhes em fotografias tradicionais, mas de evidente beleza e singularidade pl\u00e1stica. No segundo, Alma, transfigura as mesmas imagens atrav\u00e9s de filtros, t\u00e9cnicas laboratoriais e recursos da linguagem digital, para compor um universo de tons e semitons que impressiona a mais exigente sensibilidade perceptiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Coerente com suas ideias e empenho na divulga\u00e7\u00e3o do conhecimento fotogr\u00e1fico, atualmente Jo\u00e3o Lobo desenvolve uma pesquisa sobre a hist\u00f3ria do nu na fotografia, mas sem deixar de lado sua produ\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica, como o ensaio fotogr\u00e1fico sobre as inscri\u00e7\u00f5es rupestres da Pedra do Ing\u00e1, na Para\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto transcrito do Livro Jo\u00e3o Lobo, de autoria de Simonetta Persichetti, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>[Fonte: Para\u00edba Criativa, 2016]<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Obras<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"581\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca2\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/210\/2024\/10\/jlobo.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-925\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/210\/2024\/10\/jlobo.jpeg 581w, https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/210\/2024\/10\/jlobo-227x300.jpeg 227w\" sizes=\"auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sem t\u00edtulo, 1996. T\u00e9cnica: impress\u00e3o sobre papel fotogr\u00e1fico. Dimens\u00f5es: 40 cm x 30 cm. Doa\u00e7\u00e3o William Costa.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brejo do Cruz \u2013 PB, 1958 Jo\u00e3o Lobo come\u00e7ou a se interessar por imagens aos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":143,"featured_media":0,"parent":71,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-221","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/221","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/143"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=221"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/221\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3196,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/221\/revisions\/3196"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/71"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=221"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}