{"id":311,"date":"2024-09-26T11:02:30","date_gmt":"2024-09-26T14:02:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca2\/?page_id=311"},"modified":"2026-04-27T09:47:55","modified_gmt":"2026-04-27T12:47:55","slug":"murilo-ribeiro","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/acervo\/colecao-pinacoteca-ufpb\/murilo-ribeiro\/","title":{"rendered":"Ant\u00f4nio Murilo Ribeiro"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Penedo &#8211; AL, 1955.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Murilo Ribeiro nasceu no ano de 1955 no estado de Alagoas, na bela e hist\u00f3rica Penedo. Situada \u00e0s margens do Rio S\u00e3o Francisco, com suas igrejas barrocas e belo casario, certamente influenciou seu imagin\u00e1rio infantil que foi complementado pela arquitetura religiosa de sua cidade de ado\u00e7\u00e3o, Salvador da Bahia, mantendo o estilo em escala maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se essa sua imers\u00e3o no barroco brasileiro explodir em suas cores e recolhimento, contrastes, dualidades e excessos, exuber\u00e2ncia e religiosidade, assim como temas profanos que convivem em harmonia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1970, come\u00e7a a pintar como autodidata, at\u00e9 1975, quando ingressa no Curso de Artes Pl\u00e1sticas na Ufba. Em 1989, decide residir na Chapada Diamantina, na cidade de Morro do Chap\u00e9u, e em 1992 retorna a Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1993 e 1994 viaja por todo o Estado da Bahia, conhecendo todas as regi\u00f5es e seus diversos aspectos. Em 1997, inaugurou seu ateli\u00ea e espa\u00e7o para exposi\u00e7\u00e3o permanente no Pelourinho, em Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2001, inicia curso de Licenciatura e Bacharelado em Filosofia e em 2015 come\u00e7a a dar vida a seus personagens da pintura, trazendo-os para o mundo tridimensional ao transform\u00e1-los em belas esculturas de cer\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu processo criativo desenvolve-se para meu e nosso espanto de maneira paradoxal, ao inverter a tradicional evolu\u00e7\u00e3o da pintura figurativa, que no seu processo de estiliza\u00e7\u00e3o des\u00e1gua no abstracionismo. Assim, de maneira natural, Murilo vale-se da nossa caracter\u00edstica de percep\u00e7\u00e3o visual quando buscamos interpretar, significativamente, os est\u00edmulos visuais ou padr\u00f5es onde n\u00e3o existe fato algum.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua base pict\u00f3rica, ou melhor, em suas espessas bases superpostas, com cores e din\u00e2micas pinceladas que lembram a action painting, como em um fen\u00f4meno de pareidolia, busca reconstruir imagens reconhec\u00edveis e a partir da\u00ed produzir belas composi\u00e7\u00f5es, que sempre nos contam est\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Consequentemente, criando um clima que, \u00e0s vezes, evocam o onirismo e a poesia fant\u00e1stica do universo de Paul Klee e de outras ambi\u00eancias expressionistas, carregado de significados subliminares que evocam um panorama dos cl\u00e1ssicos europeus, sempre numa abordagem fauve e p\u00f3s-impressionista.<\/p>\n\n\n\n<p>Suas obras muito bem descritas nos longos t\u00edtulos, com cores fortes e uma paleta econ\u00f4mica e marcadamente pessoal, o identificam ao longe.<\/p>\n\n\n\n<p>Murilo caminha do religioso \u00e0 cr\u00f4nica mundana do cotidiano urbano e provinciano, num universo de personagens com refer\u00eancias nitidamente nordestinas e ambiguamente universais.<\/p>\n\n\n\n<p>O humano, com suas mazelas, alegrias e sua pat\u00e9tica exist\u00eancia, \u00e9 descaradamente exposto sem piedade e aparentemente rude, por\u00e9m sem perder uma infinita delicadeza ao tratar da condi\u00e7\u00e3o humana, com poesia e generosidade, enfim, com uma combina\u00e7\u00e3o de respeito, cr\u00edtica agu\u00e7ada e empatia, revelando seu alto senso de humanidade.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><div class=\"linha-header\">Obras<\/div><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:22px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"564\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca2\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/210\/2024\/10\/7fa3a5c6-8596-4d86-b230-09b28383294a.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1093\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/210\/2024\/10\/7fa3a5c6-8596-4d86-b230-09b28383294a.jpeg 564w, https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/210\/2024\/10\/7fa3a5c6-8596-4d86-b230-09b28383294a-220x300.jpeg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>ARRASTANDO O PALHA\u00c7O, 1977.<\/strong> T\u00e9cnica: \u00d3leo sobre Eucatex. Dimens\u00f5es: 59,6 x 43,5 cm. N\u00famero de registro: 040. Galeria Extinta. Foto: Maycon Albuquerque. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"522\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca2\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/210\/2024\/10\/042e425d-c448-4da7-89db-7d69ca407941.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1095\" srcset=\"https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/210\/2024\/10\/042e425d-c448-4da7-89db-7d69ca407941.jpeg 522w, https:\/\/www.ufpb.br\/pinacoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/79\/sites\/210\/2024\/10\/042e425d-c448-4da7-89db-7d69ca407941-204x300.jpeg 204w\" sizes=\"auto, (max-width: 522px) 100vw, 522px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>BRINCADEIRA, 1977.<\/strong> T\u00e9cnica: \u00d3leo sobre eucatex. Dimens\u00f5es: 72,4 x 49,5 cm. N\u00famero de registro: 041. Galeria Extinta. Foto: Maycon Albuquerque. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Penedo &#8211; AL, 1955. 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