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UFPB adere à campanha contra álcool e outras drogas

Servidores contam com Serviço de Acolhimento em Saúde Mental
publicado: 27/12/2019 18h35, última modificação: 20/02/2020 20h08
Atendimento funciona no Prédio da Reitoria, no campus I, em João Pessoa, de segunda-feira à sexta-feira, pela manhã e à tarde. Foto: Angélica Gouveia

Atendimento funciona no Prédio da Reitoria, no campus I, em João Pessoa, de segunda-feira à sexta-feira, pela manhã e à tarde. Foto: Angélica Gouveia

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), aderiu à campanha em apoio ao Dia Nacional de Combate ao Álcool e outras Drogas, nesta quinta-feira (20), com o objetivo de alertar e sensibilizar a comunidade sobre a importância da prevenção e do tratamento contra as drogas.

O médico psiquiatra Sillas Duarte de Melo, da Divisão de Qualidade de Vida do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor da UFPB (DQV/SIASS), alerta sobre os riscos do uso de drogas para a saúde e as patologias que podem ser decorrentes do consumo de álcool, a exemplo do transtorno por uso de substâncias, além das repercussões físicas.

“O álcool pode gerar especialmente doenças hepáticas e gastrointestinais, pois o sistema gastrointestinal é uma das portas abertas no nosso organismo. Quando o indivíduo ingere álcool, pode ter ocorrência de gastrites, úlceras, doenças hepáticas e pode culminar com cirrose hepática”, explica o médico.

Ele destaca, inclusive, que a dependência química não prejudica unicamente o próprio indivíduo. “O problema geralmente está associado a um quadro de desestruturação psicossocial, causando sofrimento às pessoas que convivem com o dependente químico”.

A dependência química (drogas lícitas ou ilícitas) é considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O uso indevido de drogas perpassa as diversas classes sociais, faixas etárias, gênero, cor, constituindo-se um problema de saúde pública. Suas causas são multifatoriais e suas consequências afetam a saúde biopsicossocial do sujeito.

De acordo com as estatísticas do Relatório Mundial Sobre Drogas lançado pela Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que 271 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos usaram drogas em 2017. Entre os anos de 2000 e 2015, aumentaram em 60% as mortes causadas diretamente pelo uso de drogas lícitas e ilícitas no planeta. Conforme estimativas da OMS, são cerca de 500 mil mortes ao ano.

No Brasil, conforme os dados, cerca de 700 mil pessoas consomem drogas no país e o número de mortes decorrentes desse uso também tem crescido, verificando-se um aumento de 58% de óbitos nos últimos anos.

Atendimento

O tratamento pode ser realizado na rede pública de saúde através das Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e dos Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas III (CAPS AD).

Os servidores técnico-administrativos e docentes da UFPB contam ainda com o Serviço de Acolhimento em Saúde Mental da DQV/SIASS, composto por uma equipe multidisciplinar que trabalha na orientação, acompanhamento e/ou encaminhamento dos casos.

O serviço funciona no Prédio da Reitoria, no campus I, em João Pessoa, de segunda-feira à sexta-feira, de pela manhã e à tarde.

Ascom/UFPB