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Projeto de energia solar da UFPB recebe menção honrosa em prêmio na Inglaterra

Sistema armazena energia durante o dia e a fornece nos horários de pico
publicado: 17/04/2019 18h35, última modificação: 20/09/2019 18h04
Estudo de impacto do sistema na rede de distribuição em Uberlândia (MG) está sendo realizado. Crédito: Divulgação

Estudo de impacto do sistema na rede de distribuição em Uberlândia (MG) está sendo realizado. Crédito: Divulgação

Projeto de energia solar, com diferentes tecnologias de armazenamento, desenvolvido pelos pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)  Camila Seibel Gehrke, Fabiano Salvadori e Nady Rocha recebeu menção honrosa na categoria “Projeto Internacional do Ano”, durante cerimônia do Solar & Storage Live Awards 2019, realizada na última quarta-feira (18), em Birmingham, na Inglaterra.

Com um investimento total de R$ 22,7 milhões, é o primeiro projeto de Geração Distribuída (GD) no Brasil usando 549 kWp de energia solar e 1 MW de sistema de armazenamento, com diferentes tecnologias de bateria aplicadas a ele, para fins de mudança de horário de carga e serviços ancilares à rede. A usina, localizada em Uberlândia, em Minas Gerais, entrou em operação em fevereiro deste ano.

“Quase toda parte física do sistema já foi instalada. Falta lote de acumuladores que será instalado em João Pessoa, na Paraíba, e em Natal, no Rio Grande do Norte. Nós analisamos o melhor sistema a ser instalado e agora estamos fazendo um estudo de impacto do sistema na rede de distribuição, com definição de cenários de teste e análise de dados.”, conta Camila Seibel Gehrke.

Atualmente, as usinas fotovoltaicas em funcionamento no Brasil fornecem energia para a rede apenas durante o dia, suspendendo o fornecimento nos horários em que o sistema é mais demandado. Com essa nova configuração, a lógica é invertida, já que ela permite o armazenamento ao longo do dia com a presença do sol e, a partir das 18 horas, considerado o horário de ponta, é possível injetar 1,58 MW na rede por uma hora. Outro exemplo seria injetar 0,79 MW por duas horas ou 0,53 MW durante três horas.

Gehrke  explica que “as usinas fotovoltaicas não têm controle do horário que a energia será gerada. O projeto instalou, em conjunto com o fotovoltaico, acumuladores que podem armazenar a energia durante o dia e fornecer, por exemplo, no horário de pico da carga. Assim, assim aliviando a potência da rede de distribuição. Somos o sistema pv+acumuladores de maior porte instalado no Brasil.”

A usina fotovoltaica de 549kWp (quilowatt-pico), combinada com o armazenamento de energia, totaliza 1,58 MWh e tem potencial de geração de aproximadamente 640 mil kWh/ano, energia suficiente para atender pelo menos 330 residências, com consumo médio de 150 kWh/mês, por um ano.

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em parceria com a Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG),  Alsol Energias Renováveis S/A - Grupo Energisa e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Ascom/UFPB