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Pesquisa da UFPB indica que alga spirulina trata impotência sexual

Testes em animais como ratos apresentaram resultados positivos
publicado: 26/08/2019 19h37, última modificação: 26/08/2019 19h37
Microalga é rica em proteínas, ácidos graxos, vitaminas e antioxidantes. Crédito: Reprodução/Algae-Lab

Microalga é rica em proteínas, ácidos graxos, vitaminas e antioxidantes. Crédito: Reprodução/Algae-Lab

Pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) indica que a microalga Spirulina platensis, cuja composição se destaca pelos altos teores de proteínas, ácidos graxos poli-insaturados, vitaminas e compostos antioxidantes, trata impotência sexual. A constatação se deu por meio de testes em animais como ratos.

Esta incapacidade e dificuldade em ter ou em manter uma ereção do pênis, causadas por fatores como obesidade e dietas hipercalóricas, atingem 59% dos homens brasileiros, de acordo com estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia, em 2014, com 1.506 entrevistados.

“Nós já temos as evidências de que o efeito ocorre. Agora, estamos na fase de investigar o mecanismo pelo qual se dá esse processo dentro do corpo de um animal”, conta a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos Bagnólia Costa, que coordena os experimentos.

Em paralelo, a equipe de pesquisadores está produzindo a microalga em laboratório, a fim de preparar o medicamento em farmácia de manipulação, com o intuito de testá-lo em homens adultos.

A pesquisa teve início há seis anos e deve levar mais seis para apresentar resultados definitivos. Comercializada como suplemento alimentar, a hipótese de a spirulina ser uma nova solução para a disfunção erétil foi levantada “pelos seus constituintes e pelos vários relatos de ela ter atividade antioxidante”, explica Bagnólia Costa.

Bruna Ferreira | Ascom/UFPB