Você está aqui: Página Inicial > Contents > Notícias > Pesquisadores da UFPB conseguem extrair biopolímero do sabugo do milho
conteúdo

Notícias

Pesquisadores da UFPB conseguem extrair biopolímero do sabugo do milho

Macromolécula poderá ser útil para fabricação de papel, de etanol e de enzimas
publicado: 24/11/2020 00h53, última modificação: 24/11/2020 00h55
Processo de extração ainda está em fase de testes e a previsão é que, no início do próximo ano, seja depositado o pedido da patente. Foto: Autor desconhecido

Processo de extração ainda está em fase de testes e a previsão é que, no início do próximo ano, seja depositado o pedido da patente. Foto: Autor desconhecido

Uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Biotecnologia Celular e Molecular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está desenvolvendo um projeto para extração de um biopolímero – conhecido com xilana – de sabugos de milho.

A pesquisa está sendo realizada em parceria com o Laboratório de Síntese e Vetorização de Moléculas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

As possibilidades de utilização desse biopolímero vão desde a fabricação de papel e de etanol de segunda geração até o seu emprego nas indústrias alimentícia ou de biotecnologia.

No caso desta última, seria útil para o desenvolvimento de enzimas, um mercado ainda incipiente no Brasil, que importa a xilana utilizada no país, segundo o pesquisador do Laboratório de Biotecnologia da UFPB, Demetrius Araújo.

Ele explica que o sabugo – assim como o bagaço da cana ou a palha de arroz – é uma biomassa constituída principalmente do biopolímero xilana.

Para isolá-la da biomassa, os pesquisadores utilizam microrganismos produtores da enzima xilanase, que extrai a xilana do resíduo em questão.

O projeto para aproveitamento do resíduo, que vem sendo desenvolvido há cerca de dois anos, tem duas vertentes: a principal é a produção do biopolímero, a partir do sabugo de milho, enquanto a outra é a produção da enzima xilanase para extrair a própria xilana.

O estudo ainda está em fase de testes e a previsão é que, no início do próximo ano, seja depositado o pedido de patente – intermediado pela Agência UFPB de Inovação Tecnológica (Inova) –, para garantir os direitos da universidade sobre a invenção. Interessados no estudo devem entrar em contato pelo e-mail demetrius@cbiotec.ufpb.br.

* * *
Reportagem: Milena Dantas | Edição: Pedro Paz
Ascom/UFPB