IX Seminário Conexões: Deleuze e Linhas e Cosmos e Educação e…

quarta-feira, 29 de maio de 2024
Categoria: Histórias...

O que pode uma formação docente inventiva? Como é possível outros agenciamentos na formação? Como produzir outros possíveis, a partir de linhas de fuga? Que vidas são produzidas numa formação inventiva? Com tais questionamentos, e a produção de tantos outros, esta proposta reúne “condições para que nos situemos no mapa e nele possamos nos mover”, como nos disse Suely Rolnik. Deslo(u)camentos em diferentes cosmos, utilizando as filosofias da diferença, nos encontros que são proporcionados pelos territórios que constituímos. No jogo da diferença, reunimos quatro comunicações orais de docentes que estão entre rizomas… acontecimentos… conversas… invenções… poéticas… movimentos… musicalidades… relações fluidas… re/des/territorialização… e… e… e… São dispositivos formativos que se (re)criam, circulam, (re)inventam, contornam, entrelaçam, (re)constroem-se nos espaçostempos que apostam na fuga do que é dado como palavra de ordem. Assim, apostamos em diferentes respiros formativos, que por recomporem a vida não nos deixam sufocarmos.

Integrantes do Coletivo COM-FABULAÇÕES, participaram nos dias 27 a 29 de Maio de 2024, em Campinas/SP, na UNICAMP do IX Seminário Conexões: Deleuze e Linhas e Cosmos e Educação e…
Dra. Maristela Mosca (UFRN), Dr. Franklin Kaic (UFPB) e Dr. Saimonton Tinôco (UFPB), experimentaram outros possíveis na proposição da Comunicação oral: “A FORMAÇÃO DOCENTE PODE SER INVENTIVA? Enunciadores de proposições inventivas”, com as seguintes propostas:
1. Entre-prosas: possíveis de pesquisa-escrita na formação docente (Franklin Kaic Dutra-Pereira)
2. Acontecimentos de estágio: borrando as duras linhas da formação docente (Saimonton Tinôco)
3. A dimensão poética da formação docente (Karyne Coutinho)
4. Repertórios curriculares: performances em música e movimento (Maristela Mosca).

Os resumos encontram-se publicados na Revista Linha Mestra.

e… e… e…
““Há nesta conjunção força suficiente para sacudir e desenraizar o verbo ser” nos dizem Deleuze e Guattari (2006, p. 37). O “e” nos permite transitar no meio, enfatizar as possíveis e inimagináveis conexões, ressalta o movimento. Busca-se, neste seminário, não a defesa de um fundamento-enraizante, mas um movimentar-se entre ideias, levar a pensamentos, produzir encontros, sínteses disjuntivas. […]

Segundo Zourabichvili (2004), nas sínteses disjuntivas a não-relação torna-se relação, seus termos seguem uma ordem de “implicação recíproca assimétrica que não se resolve nem como equivalência nem como identidade de ordem superior” (ZOURABICHVILI, 2004: 55). E… e… e…
Além do “e”, destaca-se na proposta do seminário a pontuação final, as reticências, porque a filosofia de Gilles Deleuze não pressupõe nunca o ponto final ou a conclusão, mas se abre e convida a proliferações rizomáticas. Assim, as relações entre imagem e pensamento do primeiro seminário foram desde a discussão filosófica até debates sobre arte (fotografia, cinema, literatura), que traziam temas relevantes para o pensamento sobre educação, interesse maior das entidades que promoveram o evento.” (Retirado do site do evento).

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