Ana Lima é artista visual, pintora e xilógrafa nascida em Pombal, no sertão da Paraíba. Reside em João Pessoa desde 1987, cidade onde desenvolveu e consolidou sua trajetória artística. Autodidata, iniciou sua produção nas artes visuais em 2004, a partir de estudos no CEARTE-PB, onde teve como professores Pádua Lucena, Rodrigues Lima, professor Medeiros, Rose Catão, José Altino, Lúcia Soares e Antônio David. Dedica-se principalmente à pintura, à xilogravura e à fotografia, linguagens nas quais também recebeu premiações.
Sua obra está vinculada à tradição da arte naïf, caracterizada pela espontaneidade, pelo uso de cores intensas e pela liberdade formal. Em suas produções, retrata o cotidiano nordestino, com ênfase nas paisagens do sertão, nas manifestações culturais e na figura feminina, frequentemente representada em contextos de trabalho, religiosidade e vida comunitária. Ana Lima participou de diversas exposições coletivas no Brasil e no exterior. Entre suas participações, destacam-se o Salão de Artes Visuais do SESC (2014), o Salão de Artesanato da Paraíba (2019) e o Salão de Arte Naif do SESC Guarabira (2019). Em 2020, recebeu prêmio de aquisição por meio da Lei Aldir Blanc. Em 2013, venceu o concurso de fotografia “Olhares do IF”, promovido pelo IFPB – Campus João Pessoa.
A artista integra o Coletivo Mulheres da Arte Naïf PB (CMANA-PB) e o grupo Naifs Brasileiros, iniciativas voltadas à valorização da arte popular e à atuação de artistas mulheres. Em 2025, participou da Mostra Internacional Totem das Cores, realizada em São Paulo, representando a Paraíba no projeto Arte na Bagagem, contemplado pela Lei Aldir Blanc. Na ocasião, também atuou como palestrante, abordando o protagonismo feminino na história da arte. Atuou como instrutora de pintura no SENAC e como monitora de artes no programa “Mais Educação”, promovido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa. Além de artista, atua como oficineira e palestrante, participando de projetos culturais e educativos. Sua produção é marcada pela valorização da cultura nordestina e pela representação simbólica das experiências e memórias do sertão paraibano.



Última atualização: segunda-feira, 6 de abril de 2026