Portal de Conferências do Laboratório de Tecnologias Intelectuais - LTi, XVI Encontro Estadual de História (v. 16, n. 1, 2014)

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BAÍA DA TRAIÇÃO: PARENTES POTIGUARA EM LADOS OPOSTOS NA GUERRA LUSO-HOLANDESA (1625 – 1654)
Jean Paul Gouveia Meira

Última alteração: 2014-12-19

Resumo


Esta pesquisa procurou analisar como os indígenas tomavam partido das guerras não indígenas travadas entre as nações europeias na América portuguesa, mais precisamente nas chamadas capitanias do Norte, e imprimiram novos significados de acordo com os interesses dos seus respectivos povos. Desde 1625, os neerlandeses passaram a ser bem recebidos em algumas aldeias do Povo Potiguara, notadamente na Baía da Traição, onde lideranças como Pedro Poty e Antônio Paraupaba quebraram o acordo de paz com os Portugueses selado em 1599, e foram importantes no processo de ocupação e conquista batava das referidas capitanias. Em outras palavras, os próprios Potiguara estavam divididos na guerra, e a busca de recompensas e mercês, traduzidas em títulos nobiliárquicos e espaços de poder, era o principal motivo da aliança e participação indígena em ambos os lados. Para a efetivação desta pesquisa, dialoguei com as correspondências ou as cartas Tupi trocadas entre os primos Filipe Camarão e Pedro Poty a partir de 1645, o primeiro “leal vassalo” do soberano ibérico, encontrada no Arquivo das Índias Ocidentais em Haia (Países Baixos), depois publicadas na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Pernambucano em 1906.

Palavras-chave: Baia da Traição. Índios Potiguaras. Guerra luso-holandesa.


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