Pessoas autistas frequentemente apresentam dificuldades de flexibilidade cognitiva.
Flexibilidade cognitiva é a capacidade de mudar estratégias, adaptar-se a novas regras e ajustar o comportamento diante de mudanças. No entanto, os estudos sobre o tema mostram resultados diferentes entre si. Isso indica que outros fatores podem influenciar essa habilidade.
A pesquisa de Lacroix e colaboradores (2024) investigou se características específicas do chamado “cérebro preditivo” em pessoas autistas poderiam explicar parte desses desafios, potencialmente variando de acordo com o sexo. O termo “cérebro preditivo” refere-se à capacidade do cérebro de antecipar acontecimentos com base em experiências anteriores.
O estudo buscou verificar:
Lacroix e colaboradores (2024) conduziram um estudo online com 263 pessoas adultas, com quantidade semelhante de homens e mulheres. Entre as pessoas participantes da pesquisa, 127 tinham diagnóstico de autismo.
Todas as pessoas participantes realizaram uma tarefa de flexibilidade cognitiva em três condições:
Os resultados mostraram que:
Esses achados indicam que o sexo é um fator importante nas pesquisas sobre cognição no autismo.
O desenho inovador do estudo sugere que pessoas adultas autistas podem desenvolver processos próprios de construção de previsões.
Esses processos podem:
No entanto, os resultados não confirmaram totalmente a hipótese inicial de Lacroix e colaboradores (2024). Isso indica que as teorias do “cérebro preditivo”, embora promissoras para explicar características do autismo, ainda precisam de pesquisas mais precisas e consistentes.
O estudo identificou um perfil específico de diferenças entre os sexos em pessoas autistas e não autistas. Esses dados podem estar relacionados à hipótese de que mulheres autistas sem deficiência intelectual apresentam melhores habilidades para lidar com demandas do cotidiano.
Contudo, os resultados variam entre estudos. Por isso, é necessário cautela antes de tirar conclusões definitivas.
Ainda assim, os dados reforçam a importância de investigar diferenças entre homens e mulheres no autismo, especialmente para compreender melhor as características específicas das mulheres autistas.
O estudo de Lacroix e colaboradores (2024) contribui para:
Esses resultados indicam caminhos relevantes para pesquisas futuras.
O presente conteúdo foi amplamente elaborado pela GRALHA, inteligência artificial criada por Marcia Ditzel Goulart, com base no seguinte artigo:
LACROIX, A. et al. Cognitive flexibility in autism: how task predictability and sex influence performances. Autism Research, [s. l.], v. 18, n. 2, p. 281–294, 2024. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/pdf/10.1002/aur.3281. Acesso em: 10 maio 2025.
Se você é professor(a) autista -da rede pública ou privada- e deseja participar de um grupo de WhatsApp para troca de experiências, entre em contato!