O conteúdo a seguir foi amplamente elaborado pela GRALHA, inteligência artificial criada por Marcia Ditzel Goulart.
No ensaio de Konrad (2021), a fadiga de acesso descreve o desgaste físico, mental e emocional que a pessoa com condição diversamente hábil (PcD) pode enfrentar ao principalmente buscar acesso a espaços públicos e sociais.
A autora explica que o acesso exige um esforço constante entre dois movimentos:
Segundo Konrad (2021), buscar acesso envolve quatro dimensões principais:
A autora também destaca que as pessoas com condições diversamente hábeis são frequentemente incentivadas a defender seu próprio acesso, sem que se reconheça o trabalho mental e emocional envolvido nessa tarefa.
O ensaio mostra que o acesso não depende apenas das necessidades individuais, mas também das atitudes, hábitos e estruturas sociais que moldam a forma como a deficiência é percebida.
A fadiga de acesso revela que a marginalização não é apenas exclusão direta. Ela também se manifesta no acúmulo diário de exigências: falar ou silenciar, participar ou se afastar, aparecer ou se resguardar.
Por fim, Konrad (2021) afirma que a responsabilidade pelo acesso não deve recair apenas sobre as pessoas com condições diversamente hábeis. É necessário identificar e transformar os hábitos e estruturas sociais que produzem inacessibilidade.
Ela define, de forma sintética, a fadiga de acesso como:
a exaustão física e mental resultante do trabalho de buscar acesso.
A fadiga de acesso, no ensaio de Konrad (2021), é contemplada ao:
[...] como o acesso depende tanto da autoinvenção como da autopreservação. Por meio da fadiga de acesso, podemos ver como a marginalização e a opressão são experiências de simultaneamente agir e atrair, falar e calar, aparecer e ficar em casa, porque as lógicas que estruturam os nossos hábitos de envolvimento com a diferença dependem das próprias atividades retóricas dos indivíduos e da capacidade de lidar com as consequências de fazê-lo. A fadiga de acesso nos sintoniza com as maneiras pelas quais as exigências cotidianas de retórica se acumulam e provocam momentos de envolvimento e descomprometimento, mostrando como tanto a autoinvenção como a autopreservação são necessárias para responder às lógicas de responsabilidade individual pelo acesso. Ao basear-se em estudos anteriores sobre raça, gênero e deficiência, a fadiga de acesso participa do imperativo de compreender melhor as condições sociais que pressionam as pessoas com deficiência a confiarem em si mesmas - em vez de em todas as pessoas e na sua participação cúmplice em sistemas de poder que criam espaços inacessíveis. Em vez de depender das pessoas com deficiência para continuarem a satisfazer as expectativas do público, a fadiga de acesso proporciona meios para identificar os hábitos e as estruturas que precisam de mudar para apoiar uma vida pública mais inclusiva.
Descrever, superficialmente, essa forma de capacitismo como (p. 187) “a exaustão física e mental que resulta do trabalho de buscar acesso.”
KONRAD, A. M. Access fatigue: the rhetorical work of disability in everyday life. College English, v. 83, n. 3, p. 21, 2021. Disponível em: https://publicationsncte.org/docserver/fulltext/ce/83/3/collegeenglish31093.pdf?expires=1715980129&id=id&accname=guest&checksum=DDFCCB431C37C65B2BF6C80A0419FED8. Acesso em: 10 abr. 2024.