Barulhos que passam despercebidos para muitas pessoas podem causar dor, desconforto ou dificultar a compreensão de informações para pessoas autistas. Entender essa realidade é um passo importante para promover mais acessibilidade e inclusão.
A hipersensibilidade auditiva é uma característica comum entre autistas. Segundo Batista e colaboradores (2024), muitas pessoas autistas apresentam Comportamento Desproporcional aos Estímulos Sonoros, reagindo de forma intensa a determinados sons.
Essa sensibilidade pode aparecer de diferentes formas:
A ciência ainda busca compreender completamente as causas da hiperacusia em pessoas autistas.
Entre as principais hipóteses estudadas estão:
Embora ainda não exista uma explicação definitiva, os estudos mostram que essa sensibilidade tem base biológica e não representa exagero ou simples vontade de não querer se adaptar.
Os estímulos que provocam maior incômodo variam de pessoa para pessoa, podendo incluir:
Esses sons podem provocar irritação, ansiedade, dor, dificuldade de concentração e até levar a pessoa a evitar determinados ambientes.
A fonoaudióloga Kalina Teles de Souza, que atuou como voluntária no Coletivo Autista da UFPB em 2025, observa que pessoas autistas com hiperacusia podem apresentar dificuldade para compreender informações transmitidas por voz quando estão sob intenso estresse.
Nessas situações, receber a mesma informação por texto costuma facilitar a compreensão da pessoa autista.
Segundo a avaliação da profissional, durante períodos de grande sofrimento emocional (distresse), alguns processos cognitivos podem ficar temporariamente comprometidos, como:
Na prática, isso pode fazer com que a pessoa autista:
A intensidade dessas dificuldades varia entre as pessoas. Ansiedade intensa, privação de sono, sobrecarga cognitiva e outras condições associadas podem aumentar esses efeitos.
Respeitar as necessidades sensoriais das pessoas autistas é uma forma concreta de promover inclusão.
Em momentos de distresse ou sobrecarga, algumas medidas simples podem facilitar a comunicação:
Acessibilidade também passa pela forma como nos comunicamos. Adaptar a comunicação às necessidades da pessoa autista contribui para sua autonomia, reduz o desgaste emocional e favorece sua participação em todos os ambientes.
O presente conteúdo foi amplamente elaborado em Linguagem Simples por GRALHA, inteligência artificial criada por Marcia Ditzel Goulart, com base nas informações providas pela Fga. Ms. Kalina Teles de Souza e pelo seguinte artigo:
BATISTA, C. K. S. et al. A influência da hipersensibilidade auditiva sobre os indivíduos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista. Research, Society and Development, [s. l.], v. 13, n. 4, p. e6513445572–e6513445572, 2024. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/45572. Acesso em: 23 jul. 2026.
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