Ligado culturalmente à figura do Curupira, o guardião mitológico das matas e mascote oficial da COP30, a data serve como um alerta crítico contra o avanço do desmatamento ilegal, das queimadas e da fragmentação de habitats florestais em território nacional, ganha ainda mais relevância diante dos crescentes índices de desmatamento registrados nos últimos anos. Contudo, aqui na Paraíba, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a história tem sido diferente.
A Amazônia perdeu mais de 10 mil km² de floresta entre 2025 e 2026, conforme o INPE. O Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica também seguem sob pressão, com consequências diretas para o clima, a biodiversidade e as comunidades tradicionais.
Diante desse cenário, a ciência se consolida como ferramenta indispensável para a conservação ambiental. Na Universidade Federal da Paraíba, a Comissão de Gestão Ambiental (CGA) atua desde 2013 em projetos de coleta seletiva, compostagem, gestão de resíduos, monitoramento de áreas verdes e educação ambiental. Na UFPB, essa proteção ganha contornos científicos e práticas fundamentais através do monitoramento dos remanescentes florestais na universidade.
A data convida o povo da Paraíba, em especial a comunidade acadêmica a refletir sobre a urgente conservação de nossos fragmentos de Mata Atlântica, manguezais e das ricas formações da Caatinga, reiterando nosso papel na produção de conhecimento que subsidia políticas públicas de restauração e resiliência ecológica da nossa região.
No Brasil, a Mata Atlântica ocupava uma área equivalente a 1.300.000 km² (15% do território nacional) distribuídos em quatro das cinco regiões brasileiras e hoje este bioma está reduzido a 7,84% da sua cobertura original. Contudo, reúne cerca de 20.000 espécies vegetais (entre 33 a 36% das espécies existentes no país), sendo metade destas espécies exclusivas deste bioma. No que se refere à fauna, apresenta 261 espécies de mamíferos (32 exclusivas), 620 de pássaros (217 exclusivas) e 260 de anfíbios (128 exclusivas) (Dossiê Mata Atlântica, 2001; Schäffer & Prochnow, 2002).
A CGA-UFPB reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e com a formação de uma cultura de responsabilidade socioambiental no âmbito acadêmico e na sociedade. A floresta não é um recurso infinito, é um patrimônio que exige ciência, gestão e ação. Em nossos campi, podemos sentir e ver de perto quão rica é a biodiversidade da Mata Atlântica.
Recursos Florestais: A base invisível que sustenta a nossa rotina
Como seria o seu dia a dia sem água pura, sem frutas na mesa, sem chocolate, ou até mesmo sem os medicamentos de que você precisa? Como você se locomoveria se faltasse a borracha para o pneu do ônibus ou para a sua bicicleta?
Às vezes não percebemos, mas por trás de quase todas as nossas necessidades diárias, individuais e coletivas, estão os recursos florestais. As florestas não são apenas “paisagens bonitas”: elas garantem a manutenção da biodiversidade, sequestram carbono, regulam o ciclo das chuvas, evitam enchentes e filtram a água que abastece nossas cidades. Neste Dia da Proteção às Florestas, separamos 3 motivos cruciais para você lembrar (e compartilhar):
1️⃣ Regulação do Clima: Elas funcionam como gigantescos ar-condicionados naturais e absorvem toneladas de carbono, ajudando a combater o aquecimento global.
2️⃣ Fábricas de Água: As árvores ajudam a “plantar” água, mantendo os rios cheios e os ciclos de chuva regulares.
3️⃣ Farmácias Naturais: Grande parte dos medicamentos que usamos hoje tem origem em princípios ativos descobertos na rica biodiversidade das florestas.
Proteger as florestas é proteger a nossa própria vida. Acompanhe as publicações e nossas açoes e campanhas em nosso instagram @cgaufpb . Espalhe essa mensagem!
“O que estamos fazendo às florestas do mundo é apenas um reflexo do que estamos fazendo a nós mesmos.“