
Resíduos perigosos, em grande parte, resíduos químicos e materiais da saúde gerados em ambientes de laboratórios, com potencial de causar danos ambientais e à saúde humana se não forem descartados corretamente. Diante disso, é essencial que, nas atividades de ensino e pesquisa, o descarte de reagentes e demais resíduos seja a medida final, aplicada somente após esgotar todas as possibilidades de recuperação, reutilização ou reciclagem do material.
Para um gerenciamento de resíduos eficaz, é fundamental adotar uma visão multidisciplinar e dar preferência a ações preventivas em detrimento das corretivas, garantindo um ciclo de vida mais seguro e sustentável para os produtos químicos.
O descarte de resíduos químicos é uma atividade que exige grande cautela, visto que a maioria dos procedimentos pode agredir o meio ambiente ou expor a saúde dos operadores a riscos, problemas respiratórios e doenças crônicas. A classificação e o descarte seguem normas específicas, como as da RDC 222/2018 da Anvisa, que divide os resíduos em grupos, como os químicos (Grupo B) e os infectantes (Grupo A).
A Universidade Federal da Paraíba, através da Comissão de Gestão Ambiental, implantou um programa de gerenciamento de Resíduos Químicos e da Saúde (RQS), em abril de 2016. Na atualidade, a Gerência de Meio Ambiente (GMA) da Superintendência de Infraestrutura (SINFRA) é responsável pelo gerenciamento do contrato dos serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos dos grupos A, B e E, executados pela empresa B-Green gestão ambiental LTDA (CNPJ: 01.568.077/0002-06), em conformidade com o Contrato UFPB/SOF no 009/2022 e seus aditivos.

Rotulagem dos recipientes para resíduos (bombonas)
Segundo a ABNT NBR 16725: 2023, o gerador do resíduo químico deve tornar disponível ao receptor e usuário um rótulo e uma FDSR completos, nos quais devem ser relatadas informações pertinentes à saúde, segurança e meio ambiente.
A Ficha de Segurança de Resíduos Químicos – FDSR é um documento de suma importância para a proteção dos trabalhadores que manuseiam resíduos químicos, pois, além de fornecer informações para implementação de medidas de segurança no manuseio destes resíduos, contribui para a redução dos riscos associados aos resíduos gerados.

O rótulo dos recipientes deve ser elaborado de forma que contenha informações que identificassem os riscos relativos à saúde, inflamabilidade, reatividade e outros riscos especiais de acordo com as cores azul, vermelho, amarelo e branco, respectivamente (diagrama de Hommel). Para as cores azul, amarelo e vermelho, deve-se preencher os espaços, de acordo com o grau de risco listado abaixo:
A Lei Federal Nº 12305/2010 estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), enfatizando a importância da gestão apropriada de Resíduos Químicos e da Saúde (RQS) para evitar impactos ambientais adversos. A incineração e a reciclagem se destacam como soluções vitais para o tratamento seguro desses resíduos, dadas as substâncias perigosas frequentemente presentes. Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), programas educacionais promovem a conscientização entre professores e alunos das áreas relevantes, incentivando práticas sustentáveis. A UFPB reconhece a necessidade de um plano eficaz de gerenciamento de RQS para proteger a saúde pública e o meio ambiente, demonstrando o seu compromisso com a sustentabilidade.
Relatório quantitavo Resíduos Perigosos – Campus I
Relatório Resíduos perigosos – Campus III
ODS e gestão de substâncias químicas
Cartilha GMA: Segurança e Sustentabilidade em Laboratórios e Clinicas da UFPB
Entre em contato com a GMA – SINFRA
Responsável: Kenny Rogers
(83)998806131
gma@sinfra.ufpb.br

Última atualização: quarta-feira, 12 de novembro de 2025