Louis Philippe Patrick De Jongh Filho, turismólogo, membro do GCET/UFPB, compartilhou suas impressões sobre o Azerbaijão, destacando a riqueza cultural, histórica e natural do país — um destino que ganhou grande visibilidade nas reportagens do programa Globo Repórter, exibidas em 16 e 23 de maio de 2025. Louis esteve no Azerbaijão entre 20 de dezembro de 2024 e 12 de janeiro de 2025, hospedando-se na Cidade Fortificada de Baku e explorando destinos como Shamakhi-Gabala, Gobustan-Absheron e Guba-Khinalig, também mencionados nos episódios do programa. A Globo, principal emissora de televisão do Brasil, é líder de audiência e detém o maior market share da televisão aberta no país, o que reflete o alcance e a influência das reportagens em despertar o interesse do público brasileiro por destinos turísticos internacionais. “A Globo, ao exibir o Azerbaijão para milhões de brasileiros, gerou uma conexão imediata com o país”, comentou Louis.
Localizado estrategicamente entre a Ásia e a Europa, o Azerbaijão é um ponto de confluência de culturas e tradições. Para quem parte do Brasil, o país pode ser alcançado por voo com escala em Istambul, na Turquia, seguido de um trajeto de aproximadamente 2 horas e 40 minutos até o Aeroporto Heydar Aliyev, em Baku. Segundo Louis, o Azerbaijão é seguro, multicultural e repleto de paisagens impressionantes, que contrastam o calor das formações vulcânicas com o frio das montanhas nevadas. A capital, Baku, encanta pela combinação harmoniosa entre o centro histórico, rico em arquitetura, e uma cidade moderna e vibrante, marcada por arranha-céus futuristas, infraestrutura avançada e vida urbana pulsante. Ele expressou sua alegria ao assistir às reportagens:
“Assisti com grande alegria aos dois episódios do Globo Repórter, pelos quais as famílias brasileiras puderam conhecer esse destino incrível e, ao mesmo tempo, revivi ótimas lembranças dessa viagem, que recomendo a todos. Todos com os quais conversei, depois de assistirem à reportagem, comentam que querem conhecer o Azerbaijão.”
O pesquisador destacou as atrações diversificadas do país, capazes de agradar a diferentes perfis de turistas. Entre elas, mencionou a Mesquita Shamakhi Juma, de 743 d.C., a mais antiga do Azerbaijão; a Cidade Fortificada de Baku (Icherisheher); e monumentos históricos como a Torre da Donzela (Giz Galasi), do século VI a.C., e o Palácio Shirvanshah, do século XV — todos reconhecidos como Patrimônio Mundial da UNESCO. Para os amantes do turismo de inverno, recomendou Gabala, com suas montanhas cobertas de neve, e Shahdag, famoso por suas atividades radicais, como a montanha-russa na neve. Louis comentou:
“Brincar na neve e construir bonecos de neve foram momentos simples, mas que trouxeram uma alegria genuína, uma conexão especial com a natureza do Azerbaijão e também com os demais viajantes. Não é um turismo que temos no Brasil; logo, o Azerbaijão é uma ótima escolha de viagem para quem quer experienciar uma paisagem diferente da areia das praias brasileiras.”
Para quem busca experiências relacionadas ao fogo, ele sugeriu Yanar Dag, o Templo de Fogo de Ateshgah e o Parque de Gobustan — este último também reconhecido pela UNESCO, famoso por seus vulcões de lama e inscrições rupestres milenares. Em locais como Yanar Dag, o fogo contínuo, alimentado por reservas subterrâneas de gás natural, cria um espetáculo natural fascinante. “É surpreendente, para nós brasileiros, é muito belo ver o fogo brotando do chão”, comentou Louis.
Os passeios para explorar esses destinos podem ser organizados com a Atitravel, que oferece pacotes com valores acessíveis. Entre as opções estão: Gobustan-Absheron (60 manats, moeda local), Guba-Khinalig (80 manats), Shamakhi-Gabala (80 manats), Cidade Murada (30 manats), Noite de Baku (40 manats), Gabala-Sheki (200 manats) e Khizi-Shadag (60 manats).
Louis também mencionou atrações como o Museu do Tapete e o Museu Nacional de História do Azerbaijão. Sobre a arte da tecelagem, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial pela UNESCO, ele destacou:
“Cada tapete é mais do que um objeto decorativo: é uma narrativa visual que retrata cenas da vida cotidiana, elementos naturais e histórias míticas, incorporando símbolos que variam de acordo com a região de produção. Isso encanta a nós, brasileiros, que podemos nos conectar através do artesanato, que é particular a cada região do Brasil.”
Já sobre o Museu Nacional de História, comentou:
“O museu tem artefatos milenares que retratam a resiliência dessa civilização do Leste do Cáucaso, que sobreviveu a invasões de persas, mongóis, do Império Turco-Otomano, da União Soviética e conflitos regionais, como os relacionados à Armênia. Hoje, é uma sociedade multicultural, multiétnica e próspera. Quem visita o museu admira a sociedade azerbaijana.”
Outro ponto importante para o desenvolvimento do Azerbaijão é o setor petrolífero, impulsionado pela empresa estatal SOCAR. O país investe em um futuro sustentável, buscando equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental.
A gastronomia azerbaijana também impressionou Louis, assim como ao repórter do canal de televisão Globo, que destacou pratos tradicionais como o Dolma e o Plov, além do chá quente de especiarias, servido em copos típicos e acompanhado de pakhlava, uma sobremesa tradicional. “Tudo é delicioso”, comentou Louis.
Durante sua estadia, Louis participou de um programa de pesquisa promovido pelo Center of Analysis of International Relations, em Baku. A experiência resultou em uma publicação acadêmica em uma revista científica brasileira. Ele concluiu:
“O Azerbaijão é um país que combina história, cultura, natureza e hospitalidade de forma única. É maravilhoso ver o impacto do Globo Repórter em despertar o interesse do público brasileiro por essa joia do Cáucaso, que recomendo tanto para o turismo quanto para as parcerias acadêmicas. O interesse pelo turismo brasileiro no Azerbaijão já aumentou bastante depois da reportagem da TV Globo.”

A Cidade Fortificada de Baku, um Patrimônio Mundial da UNESCO, contrasta de forma impressionante com as modernas Flame Towers que se erguem ao fundo, simbolizando a fusão entre história e modernidade

Yanardag, conhecido como “a montanha em chamas”, é um espetáculo natural onde o fogo eterno brota do solo devido ao gás natural subterrâneo

A vila de Khinalig, situada nas alturas das Montanhas do Cáucaso, é uma das mais antigas do mundo, oferecendo paisagens deslumbrantes e um vislumbre das tradições culturais preservadas ao longo dos séculos.