Por ser mais alongada, flexível e ainda assim resistente, a fibra do abacaxizeiro se torna um material muito versátil, que pode ser moldado no formato desejado. Sua extração é feita fazendo-se a raspagem da superfície da folha, na qual possui muita água e quase nenhuma fibra, posteriormente se faz a desfiagem dessas fibras com o auxílio de escovas de arame, a fim de remover o excesso de matéria vegetal e em seguida segue para secagem na estufa. Após a secagem das fibras, estas são penteadas a fim de deixá-las alinhadas, para serem envoltas em um tubo molde que possui 5mm de circunferência. As fibras são separadas em tufos, e uma de suas extremidades é fixa de forma que forme um faixa com a fibra distribuída uniformemente e bem alinhadas. Ao todos são utilizadas 3 destas faixas destas descritas, a primeira é presa horizontalmente em ambas as extremidades da base molde, acompanhando o comprimento do tubo que servirá de base para as outras, a segunda camada é fixa na extremidade do tubo molde igual a primeira porém é envolta enrolando como uma mola por cima da primeira camada, novamente sua extremidade é presa, a terceira e última camada é envolta da mesma forma porém em direção oposta. A primeira camada evita com que a segunda e terceira encolham devido ao formato mola, já a 2º e 3º formam uma trama semelhante a uma grade, que confere resistência contra o achatamento das mesmas. Após feita essa montagem a trama é mergulhada em cola de goma e levada à estufa para secagem, depois de seco a estrutura é removida da base e cortada no tamanho desejado para a cápsula. Com o resíduo que ficou na escova do processo de alinhamento das fibras, é feito uma pequena bolinha de mais ou menos 5mm que servirá de tampa para a cápsula sendo colocado nas extremidades do tubo já cortado para evitar a fuga do inimigo natural.

Patente de invenção
26/12/2024
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