A forma como falamos sobre condições diversamente hábeis influencia a maneira como a sociedade enxerga e trata pessoas que são diferentes da maioria, taxadas como deficientes. A verdadeira limitação não está na pessoa considerada diferente, mas na incapacidade da sociedade conviver com a diversidade e eliminar as barreiras que ela própria cria.
Com o objetivo de melhorar esse cenário, a Defensoria Pública da União publicou o Guia de Linguagem Inclusiva em Direitos Humanos – Tema 4: Linguagem Anticapacitista, que reúne orientações para combater o capacitismo e promover uma comunicação baseada no respeito e nos direitos humanos.
O material chama atenção para situações que muitas vezes passam despercebidas, mas que reforçam preconceitos e barreiras enfrentadas diariamente pela pessoa diversamente hábil (PcD), incluindo autistas.
O guia destaca que a linguagem não é apenas uma forma de comunicação. Ela também produz significados, influencia comportamentos e pode fortalecer ou combater preconceitos.
Por isso, adotar uma linguagem anticapacitista significa reconhecer as pessoas com condições diversamente hábeis como cidadãs plenas, titulares de direitos, respeitando sua autonomia e promovendo o reconhecimento da diversidade humana.
Expressões que parecem inofensivas podem reforçar estigmas históricos e dificultar a construção de ambientes mais inclusivos na universidade, no trabalho e em outros espaços de convivência.
Segue adaptação do checklist apresentado no guia da Defensoria Pública da União (p. 23) para revisar textos relacionados ao autismo antes de serem publicados:
□ Usei “pessoa autista” ou “autista” em vez de “deficiente”?
□ Priorizei a pessoa e não a sua deficiência?
□ Eliminei expressões que associam a condição diversamente hábil a algo negativo?
□ Evitei estereótipos de superação, heroísmo ou piedade?
□ Usei termos atuais, respeitosos e alinhados aos direitos humanos?
□ Evitei eufemismos desnecessários?
□ Confirmei se a citação da condição diversamente hábil é necessária no contexto?
□ Verifiquei se as informações estão corretas e atualizadas?
□ Avaliei se o conteúdo de citação direta pode ser reescrito com linguagem nítida e adequada ao público?
□ Se mantive uma expressão hoje considerada inadequada por motivo histórico, jurídico ou acadêmico, expliquei seu contexto e o motivo do seu uso?
□ Considerei o texto como nítido e compreensível?
□ Contemplei diferentes formas e necessidades de comunicação, bem como de acessibilidade?
O respeito e a inclusão começam na forma como nos comunicamos.
O presente conteúdo foi amplamente elaborado em Linguagem Simples por GRALHA, inteligência artificial criada por Marcia Ditzel Goulart, com base nas informações da Defensoria Pública da União.
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