Não é só em março: UFPB tem ações de reconhecimento, acolhimento e serviço às mulheres o ano todo

Lançamos uma série de reportagens sobre serviços da UFPB que, direta ou indiretamente, beneficiam a comunidade de mulheres da instituição. Na notícia de hoje, você lê sobre ações de combate ao assédio

quarta-feira, 4 de março de 2026
atualizado em quarta-feira, 4 de março de 2026

No dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, o que motiva várias ações de valorização e reconhecimento ao longo do mês. Mas na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) as mulheres, sejam servidoras, alunas ou terceirizadas, são reconhecidas durante o ano todo, com ações institucionais e acadêmicas que lhes auxiliam direta ou indiretamente. Preparamos, então, uma série de reportagens para mostrar algumas delas. Na notícia de hoje, vamos falar sobre as iniciativas de combate ao assédio e à violência realizadas na UFPB.

Uma das ações desenvolvidas pela universidade foi a instituição  da CoMu – Centro de Referência de Políticas de Prevenção e Enfrentamento às Violências contra as Mulheres da UFPB. Criado em 2018 e atuante nos  campi, o centro foi a primeira estrutura permanente dedicada à prevenção e ao enfrentamento das violências contra as mulheres em uma universidade federal brasileira. 

Contando com uma equipe multidisciplinar, a unidade atua, entre outras atividades, avaliando e contribuindo para políticas institucionais sobre o assunto, além de realizar acolhimento, orientação e encaminhamento especializado para mulheres da comunidade universitária. Os atendimentos são realizados de maneira sigilosa, bem como a tramitação da denúncia pelos setores responsáveis.

Nesse sentido, a Ouvidoria da UFPB atua em parceria com a Comu no registro e acolhimento de denúncias relacionadas a casos de violência contra as mulheres na instituição. “As denúncias podem ser cadastradas diretamente na Plataforma Falabr ou em atendimento na Ouvidoria ou na Comu”, explica Felipe Ramelli, ouvidor-geral da UFPB. 

Para ter acesso a orientações sobre o registro de denúncias em casos de assédio moral e sexual, com foco nas mulheres, é possível acessar também o Guia Lilás, do Governo Federal. 

A UFPB, inclusive, deu mais um passo nessa direção quando aprovou, no mês passado, seu Plano de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio. Conforme o documento, a iniciativa tem como intuito fomentar ambientes de trabalho livres de violência, em que os direitos humanos e a dignidade das trabalhadoras e dos trabalhadores sejam respeitados, reduzir riscos de assédio moral, assédio sexual, discriminação e outros tipos de violências, além de implantar uma cultura de paz na instituição. 

* * *
Texto: Hugo Bispo
Imagem: Freepik
GCI/UFPB