Muitas pessoas autistas, inclusive do Coletivo Autista da UFPB (CAU), precisam se preparar mentalmente antes de ir a consultas, exames ou tratamentos médicos.
Isso acontece porque ambientes de saúde geralmente têm excesso de estímulos, como luz forte, barulho, cheiros intensos e filas demoradas. Além disso, nem sempre há ‘empatia para cumprir Leis’, como assegurar o atendimento prioritário para pessoas autistas. Atendimento prioritário não é o mesmo que atendimento preferencial. O atendimento prioritário deve ocorrer antes dos demais atendimentos previstos em Leis.
O projeto Boas Práticas com o Coletivo Autista da UFPB (BPCAU) apresenta, a seguir, falhas usualmente encontradas em serviços de saúde por integrantes do CAU, aliadas às nossas sugestões de melhoria.
Uma das falhas é sobre a falta de nitidez na comunicação médica. A maioria das sugestões veio de Luanna Thais Silva Barbosa, estudante do curso de Medicina da UFPB. Ela está ciente de que a pessoa autista precisa compreender nitidamente as perguntas feitas durante o atendimento. Isso ajuda profissionais de saúde diagnosticarem corretamente e indicarem tratamentos adequados.
O BPCAU também mostra iniciativas que já beneficiam autistas com menor necessidade de suporte. Uma dessas iniciativas usa a costura engenhosa de roupas para aumentar o conforto sensorial, ajudando a prevenir crises autísticas durante e após o atendimento em serviços de saúde. A estudante Nicole Nóbrega Pereira, do curso de Psicopedagogia da UFPB, produz mangas adaptadas, ideais para regiões de clima quente. Essas mangas têm ajudado que autistas de várias idades sintam menos frio e nervosismo durante exames, tratamentos e outros procedimentos médicos.
a) Use frases curtas e objetivas.
b) Dê uma instrução por vez.
c) Apenas faça a próxima pergunta após responder o que a pessoa autista indagou.
d) Evite espera prolongada.
e) Aguarde o tempo de digitação da resposta.
f) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
a) Ofereça sala de espera adequada às necessidades sensoriais da pessoa autista.
b) Agende em horários com menor fluxo.
c) Fiscalize o nível de ruído.
d) Demarque ou amplie vagas de estacionamento para permitir que a pessoa autista aguarde no carro.
e) Forneça pulseira de identificação da pessoa autista.
f) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
a) Escute com atenção o histórico e as perguntas do(a) paciente.
b) Use frases curtas e objetivas.
c) Priorize perguntas fechadas.
d) Aguarde o tempo de resposta.
e) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
a) Cumpra a Lei.
b) Afixe placas que diferenciem atendimento prioritário e preferencial.
c) Forneça pulseira de identificação da pessoa autista.
d) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
a) Avalie a possibilidade de autorização prévia, como já ocorre em outros serviços.
b) Indique um checklist nítido de etapas e documentos.
c) Use apoio visual, quando possível.
d) Use frases curtas e objetivas.
e) Dê uma instrução por vez.
f) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
a) Forneça um checklist nítido de etapas e documentos.
b) Use apoio visual, quando possível.
c) Use frases curtas e objetivas.
d) Dê uma instrução por vez.
e) Entregue documento com a negativa do plano de saúde registrada.
f) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
Demarque ou amplie vagas para permitir que a pessoa autista aguarde no carro.
a) Cumpra a prioridade prevista em Lei.
b) Agende em horários com menor fluxo.
c) Forneça pulseira de identificação da pessoa autista.
d) Afixe placas que diferenciem atendimento prioritário e preferencial.
e) Promova a distância adequada entre as pessoas que se encontram presentes.
Fiscalize o nível de ruído, incluindo os provocados por celulares e conversas no ambiente de saúde.
a) Confirme os procedimentos no início e no final do atendimento (dupla checagem).
b) Explique as etapas do atendimento.
c) Antecipe cada ação.
d) Demonstre os procedimentos.
e) Explique como será o exame e realize-o sem demora.
f) Use frases curtas e objetivas.
g) Dê uma instrução por vez.
h) Evite metáforas e ironias.
i) Use apoio visual, quando possível.
a) Escute com atenção o histórico do(a) paciente.
b) Forneça pulseira de identificação da pessoa autista.
c) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
a) Não infantilize a comunicação (ex.: “perninha”).
b) Use frases curtas e objetivas.
c) Evite metáforas e ironias.
d) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
a) Escute com atenção o histórico do(a) paciente.
b) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
a) Cumpra a Lei.
b) Adote protocolo nítido de conferência de documentos.
c) Use apoio visual (ex.: lista de documentos).
d) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
a) Agende com profissionais que conseguem ser pontuais e em horário de menor fluxo.
b) Informe tempo estimado de atraso no momento que for identificado.
c) Treine a equipe para acolher pessoas neurodivergentes.
a) Informe, no agendamento, que a pessoa pode usar casaco aberto na frente durante exames ou tratamentos médicos em ambientes muito frios.
b) Disponibilize batas com mangas longas, além das batas usuais.
Nicole Nóbrega Pereira, integrante do Coletivo Autista da UFPB, desenvolve mangas adaptadas para aumentar o conforto térmico e sensorial de pacientes durante exames e procedimentos médicos.
As mangas, produzidas com tecido de algodão e elastano, possuem dois modelos:
• Mangas mais ajustadas:
Indicadas para uso durante exames de imagem e para pessoas autistas que se sentem mais confortáveis com compressão corporal.

• Mangas mais largas:
Indicadas para uso em exames de sangue, coletas e soro intravenoso. Esse modelo permite que o(a) paciente mantenha a manga sobre o acesso intravenoso, sem dificultar o trabalho de enfermeiros(as) e técnicos(as) de enfermagem.

Essas mangas podem ser confeccionadas em modelo semidescartável, de forma semelhante às batas hospitalares, ou com tecido que a pessoa autista considere confortável.
Atualmente, Nicole também desenvolve roupas acessíveis para pessoas com deficiência física, além do público autista.
Várias pessoas do Coletivo Autista da UFPB contribuíram, a partir das suas vivências, com indicações das falhas e sugestões de melhorias presentes nesta notícia, incluindo Luanna Thais Silva Barbosa (estudante do quinto período do curso de Medicina da UFPB), Fabio André de Oliveira Filho (estudante do quinto período do curso de Medicina da UFPB), Nicole Nóbrega Pereira (estudante do primeiro período do curso de Psicopedagogia da UFPB), Waleska de Oliveira Alves (estudante do quinto período do curso de Bacharelado em Turismo da UFPB) e Gilvânia Targino da Silva (estudante do terceiro período do curso de Ciências Biológicas EAD da UFPB).
O presente conteúdo foi amplamente adaptado para a Linguagem Simples por GRALHA, inteligência artificial criada por Marcia Ditzel Goulart, com base nos relatos de integrantes do Coletivo Autista da UFPB.
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