Laura Anderson nasceu na Cidade do México em 1958 e ganhou o mundo a partir do seu trabalho artístico transdisciplinar. Atuando em projetos sociais em nível internacional, a artista desenvolveu ações em países como Noruega, Trinidad e Tobago e Estados Unidos. Na Venezuela, por exemplo, trabalhou com o povo Yanomami na fabricação de papel e confecção de um livro que lhes possibilitasse registrar narrativas e divulgar sua própria história e cultura.
A partir de 2001, iniciou o projeto Transcommunality, envolvendo artistas de três diferentes locais do continente americano, México, Caribe e Estados Unidos. E, em 2005, Anderson, partindo de sua residência no Museu de Oslo (Noruega), participou ativamente do movimento de repatriação do corpo da artista circense Júlia Pastrana para sua cidade natal, Sinaloa, México. Essa ação teve desdobramento em performances, exposições, fanzines e outras publicações acadêmicas.
O impacto de seu trabalho lhe rendeu, em 2017, o Prêmio Defesa dos Direitos Humanos e, em 2019, a homenagem Artista Residente do Bellagio Center da Fundação Rockefeller. E como resultado de sua carreira acadêmica, tornou-se professora na Escuela Nacional de Escultura, Pintura y Grabado La Esmeralda do Instituto Nacional de Bellas Artes (2010–2015) e, posteriormente, passou a lecionar no programa de Arte, Cultura e Tecnologia do MIT, em Cambridge, Estados Unidos. E, apesar de sua atuação mais constante nos Estados Unidos, Anderson nunca abandonou o viés cosmopolita de sua carreira artística.

Última atualização: quarta-feira, 6 de agosto de 2025