Nascido em 1945, em Caracas, na Venezuela, desde jovem demonstrou interesse pelas artes visuais, design gráfico e comunicação visual. Ele formou-se em arte pelas faculdades da Universidade Central da Venezuela (UCV) e também estudou no Pratt Institute, em Nova Iorque.
Ao longo de sua trajetória, Irazábal desenvolveu uma profunda ligação criativa com o ecossistema amazônico, que se tornou latente em seu trabalho a partir do final dos anos 80. Essa investigação do Amazonas não foi apenas temática, mas vital ele parte para uma imersão no ambiente natural, no contato com povos indígenas, com paisagens e com os elementos da floresta, construindo, assim, uma poética visual que integra natureza, grafismo, memória e cultura.
Seu estilo combina várias técnicas como o desenho, colagem, desenho gráfico, pintura, intervenções em papel, madeira e outros suportes muitas vezes reaproveitando fragmentos, objetos, materiais diversos, experimentando com cor, luz, sombra e forma de modo a provocar reflexão sobre identidade, cultura indígena e a relação do ser humano com o meio ambiente.
Reconhecido no cenário artístico venezuelano e internacional, recebeu prêmios como o Prêmio Nacional de Artes Plásticas da Venezuela em 1999, representou seu país na Bienal de Veneza de 2001, e teve exposições individuais e coletivas em museus e galerias de prestígio. Seus trabalhos foram mostrados em Caracas, assim como em espaços fora da Venezuela.
Para Irazábal, o ato de criar não está separado de viver: o percurso, o contato com ambientes naturais, o cruzamento entre o urbano, o indígena, o ancestral, tudo isso se articula em seu método criativo. Seus “cadernos de viagem”, seus registros fotográficos, desenhos preliminares, estudos, intervenções, fazem parte não só da obra acabada, mas do processo de percepção, de aprendizado e de reflexão que fundamentam sua produção.

Última atualização: quarta-feira, 26 de novembro de 2025