No dia do Jornalista, aluno com deficiência visual defende TCC em Jornalismo na UFPB

terça-feira, 7 de abril de 2026
atualizado em terça-feira, 7 de abril de 2026

Neste dia 7 de abril, data em que se celebra o dia do e da jornalista, o curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) teve mais um motivo para celebrar: a conclusão da graduação por mais uma pessoa cega. Antônio Lucas Silva dos Santos defendeu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), um podcast intitulado “Percursos da Comunicação”, sob orientação da professora doutora Patrícia Monteiro.

Compuseram a banca avaliadora também as professora doutoras Fabiana Siqueira, vice-diretora do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA), e Agda Aquino, coordenadora do curso de Jornalismo.

Ao lado de familiares, amigos e professores, o momento emocionante de conclusão do curso de Jornalismo por Lucas Santos marcou a continuidade de uma trajetória de luta e resistência das Pessoas com Deficiência (PcD) em busca de qualificação profissional e inclusão no mercado de trabalho.

Mas Lucas Santos não é a primeira pessoa cega a concluir o curso de Jornalismo na UFPB. Antes dele outras histórias desbravaram caminhos também difíceis e muito desafiadores. Assim aconteceu com Mileide Moreira, formada em Jornalismo pela UFPB em 2022, e Joana Belarmino, que concluiu o mesmo curso em 1981.

Após 13 anos de formada, em 1994, Joana Belarmino retornou à UFPB, mas dessa vez como docente de graduação e pós-graduação, até o ano de 2022, quando se aposentou.

A UFPB mantém constante esforço no sentido de aprimorar sua infraestrutura e os serviços de suporte às pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NEE). O Comitê de Inclusão e Acessibilidade (CIA) é o órgão da Reitoria responsável pela articulação das políticas principais de acolhimento e suporte acadêmico a esses estudantes.

Até dezembro de 2024, a UFPB possuía 418 discentes com uma ou mais NEE’s em atendimento pelo CIA. O curso com maior número de discentes com NEE’s é Medicina, no Campus I, em João Pessoa.

O Comitê dispõe de atendimento em serviço social, tradução e interpretação de Libras, avaliação pedagógica e, na sua rede descentralizada de clínicas-escola e laboratórios parceiros, fisioterapia, psicopedagogia, terapia ocupacional, impressão em Braille e fonoaudiologia.

Os atendimentos resultam de um esforço institucional no propósito de fortalecer a inclusão e aprofundar o debate sobre cidadania e direitos, com a remoção das barreiras que impeçam a sua permanência.

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Texto: Marcelo Rodrigo
Fotos: Angélica Gouveia