UFPB aprova minuta de política maternal e parental
O objetivo é reduzir a evasão escolar e promover a igualdade de oportunidades
A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) aprovou ontem, por unanimidade, no âmbito do Conselho Universitário (Consuni), a minuta de uma Política de Permanência Materna e Parental. O objetivo é reduzir a evasão escolar e promover a igualdade de oportunidades, garantindo que todos os estudantes e servidores tenham as mesmas chances de sucesso acadêmico e profissional. O público alvo são estudantes e servidores que exerçam a maternidade, parentalidade ou responsabilidade legal de crianças de até 12 anos. A iniciativa prevê diretrizes para a adoção de diversas ações, como infraestrutura física e de acolhimento às crianças, apoio acadêmico e psicológico e benefícios financeiros.

Segundo a professora Roberta Candeia Gonçalves, relatora da resolução no Consuni, a Política Materna e Parental surgiu de uma demanda do Coletivo de Estudantes Mães da UFPB, que levaram a demanda à reitoria, o que desencadeou o trabalho em seguida realizado pela Pró-Reitoria de Assistência e Promoção ao Estudante (Prape).
“Atualmente a UFPB já conta com medidas de apoio e acolhimento de mães, pais e responsáveis legais, como é o caso do RU Parentalidade, contudo, era necessário ir além”, explica a relatora. “Hoje o que o Consuni aprovou foi uma Política geral, abrangente e transversal de proteção às maternidades e parentalidades, que vai combater a evasão e a retenção de estudantes que desempenham trabalho de cuidado de filhos, ademais de promover a igualdade de gênero e combater todas as formas de discriminação, violência e assédio contra mulheres mães e pessoas cuidadoras”, completa.
Uma das integrantes do Coletivo de Mães da UFPB é a estudante Cinthia Chaves, estudante do 4° período de psicopedagogia. Ela, que já conta com o auxílio restaurante universitário parentalidade, vê a nova política como mais uma conquista para as estudantes com filhos pequenos. “A aprovação da minuta pelo Consuni representa não apenas um documento oficial, mas o reconhecimento de uma luta legítima e incansável. Este marco é fruto da garra e determinação do Coletivo de Mães, que se uniu para transformar a realidade acadêmica”, afirma.

A reitora da UFPB, Terezinha Domiciano, destacou a importância da medida, ressaltando que ela mesmo foi mãe durante sua formação acadêmica.
Após a aprovação pelo Consuni, a política agora passará por controle de legalidade, para depois ser assinada pela reitora. Com a medida em vigor, ela servirá como princípio norteador para novas ações e regulamentações a serem adotadas pela administração da universidade e pelos centros.
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Texto: Hugo Bispo
Fotos: Angélica Gouveia e Gustavo Ribeiro