Pesquisador da UFPB integra grupo que detecta e analisa ondas gravitacionais

A universidade passa a ser a segunda do Nordeste a participar de colaboração internacional

sexta-feira, 19 de junho de 2026
atualizado em sexta-feira, 19 de junho de 2026

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), através da participação do professor Iarley Lobo, do departamento de Física, passa a compor um seleto grupo de universidades brasileiras que participam da colaboração Virgo, um observatório de ondas gravitacionais sediado na Itália. Essa é a primeira vez que uma universidade da Paraíba integra o consórcio de observatórios, que conta com a participação de cientistas do mundo todo. 

O docente acredita que a entrada da UFPB no grupo de observação vai contribuir para a formação de estudantes e pesquisadores no ensino, pesquisa e extensão. “Isso abre portas para que estudantes e pesquisadores da UFPB trabalhem no estado da arte da pesquisa em ondas gravitacionais e se envolvam com o maior experimento dos últimos anos em física gravitacional”, defende. 

Lobo acredita que participar da colaboração Virgo, que conta com representantes de 177 instituições de 121 países, é uma oportunidade única para que os pesquisadores possam aprender mais sobre análise de dados de ondas gravitacionais e estar em contato com outros cientistas de renome nacional.

“De modo amplo, minha pesquisa tem por objetivo investigar a natureza quântica da gravidade e os limites da teoria de Einstein. Para isso, junto com colaboradores e alunos, investigamos o comportamento de ondas e partículas vindas de fontes astrofísicas que viajam no espaço-tempo”, explica.  

Junto a outros dois observatórios, LIGO e KAGRA, sediados nos Estados Unidos e no Japão, respectivamente, Virgo forma a colaboração LVK (LIGO-Virgo-KAGRA), cujo objetivo é  investigar a ocorrência e as propriedades de ondas gravitacionais, produzidas por eventos astrofísicos, a fim de testar a validade da Teoria da Relatividade Geral de Einstein.

Os três observatórios utilizam técnicas de interferometria a laser para detectar a passagem de ondas gravitacionais. Tais ondas foram previstas por Einstein em 1916, como consequência de sua Teoria da Relatividade Geral, mas foram detectadas apenas em 2015. A pesquisa rendeu um prêmio Nobel aos cientistas envolvidos.

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Texto: Lis Lemos
Imagem: Divulgação