Rossini Perez


1931-2020.

Filho mais novo do casal formado por uma seridoense e um empreiteiro emigrante galego, oriundo de San Andrés de Porqueirós, conselho de Moinhos na Galiza, Quintas Perez nasceu em 1931 na cidade de Macaíba, no estado do Rio Grande do Norte, distante 14 quilômetros da capital, Natal. Em 1934, por motivo de trabalho, o pai precisou se mudar com a mulher e os quatro filhos para Fortaleza, capital do estado vizinho, o Ceará. Mas os problemas de saúde de Rossini se agravavam. Em busca de tratamento, sempre acompanhado pela mãe, ia constantemente ao Rio de Janeiro até que em 1943 acabaram se estabelecendo em definitivo na cidade. O pai, a irmã (Veleda) e os dois irmãos (Ruthenio e Renard Perez) juntaram-se a eles pouco tempo depois.Rossini Perez morreu em 18 de março de 2020, aos 88 anos de idade, devido a pneumonia. Rossini Perez começou a desenhar e pintar por acaso. Devido aos problemas de saúde ainda na infância, demorou muito para ir à escola, passando longas horas em casa sem ter o que fazer. Os médicos diziam que ele não passaria dos 15 anos de idade. Aos poucos foi se aproximando dos livros de arte dos pais e enquanto repousava, admirava as imagens. Dessa maneira o interesse pela pintura surgia. Radicado no Rio de Janeiro, passou a frequentar a Associação Brasileira de Desenho e as primeiras aulas foram com Ado Malagoli, antigo integrante do Núcleo Bernardelli. Foi se integrando à cena cultural local do início da década de 1950, período marcado por significativas mudanças no sistema das artes plásticas brasileiras. Assim que soube da segunda edição da Bienal Internacional de São Paulo, viajou para a capital paulista, curioso para observar de perto as tendências artísticas. Impressionado com as gravuras de autoria de Edvard Munch, naquele momento decidiu que iria se aprofundar na técnica, que embora fosse muito antiga, usada na reprodução de mapas, plantas arquitetônicas, brasões, partituras musicais, fazia pouco tempo que passara a ter implicações de ordem estética. Ao voltar para o Rio de Janeiro, passou a estudar na Escolinha de Arte do Brasil, sob orientação de Oswaldo Goeldi. Assim, em bem pouco tempo, participava da 1o Exposição Nacional de Arte Abstrata, no Hotel Quitandinha, em Petrópolis. Ávido por dominar a técnica de gravar, passou da Escolinha de Arte para o Instituto Municipal de Belas Artes, onde Iberê Camargo mantinha um pequeno grupo de alunos desenvolvendo gravuras em metal. E teve aulas de história da arte, análise crítica e interpretação de obras famosas com Fayga Ostrower.

Obras

Palafitas“, 1956. Técnica: linoleogravura. Dimensões: 37 cm x 27 cm. Doação Gabriel Bechara Filho. Foto: Maycon Albuquerque.

Última atualização: segunda-feira, 6 de abril de 2026