Nivalson Fernandes de Miranda, conhecido artisticamente como Nivalson Miranda, nasceu em 1 de fevereiro de 1927 na cidade de João Pessoa. Foi um importante artista plástico e escritor. Sua produção reúne desenhos a bico de pena, xilogravuras, pinturas e cerâmicas, articulando também a escrita, pois é autor de livros e poemas. Em suas obras aparecem diversas referências e adereços ligados à cultura paraibana. Ainda muito jovem, aos três anos de idade, vivenciou os acontecimentos da Revolução de 1930, período em que sua família foi perseguida e precisou sair de João Pessoa em direção a Recife, onde passou e estudou boa parte de sua mocidade. Após a situação se estabilizar, retornou para João Pessoa, formou-se em Farmácia e atuou durante cerca de 30 anos como professor no departamento de Farmácia da Universidade Federal da Paraíba, afastando-se apenas após sua aposentadoria. Mesmo com a carreira acadêmica, a arte sempre esteve presente em sua vida. Artista autodidata, desenvolveu uma produção extensa e construiu um grande acervo de obras ao longo dos anos. Ao longo de sua trajetória, participou de diversas exposições na Paraíba e em outros estados. Entre elas destacam-se: a Exposição Coletiva no IV Festival de Inverno de Ouro Preto, em 1971, com trabalhos sobre tema heráldico; a Exposição Individual “Xilogravuras sobre Temas Heráldicos no Domínio Holandês”, realizada no IPGH em João Pessoa; além de outras participações em mostras coletivas e eventos culturais dedicados à gravura e às artes visuais. Nivalson Miranda faleceu em 17 de agosto de 2013, deixando um importante legado para a arte e a cultura paraibana, além de um vasto acervo de obras que registram sua trajetória artística e sua ligação com a memória e a identidade cultural da região.
Obras:
Províncias de Pernambuco – 1638, s/d. Técnica: xilogravura. Dimensões: 45,5 cm x 26,6 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque.Pernambuco, s/d. Técnica: xilogravura. Dimensões: 45,7 cm x 24,7 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque.Rio grande do norte, s/d. Técnica: xilogravura. Dimensões: 45,7 cm x 26,3 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque.
Nordeste Holandez 1638, s/d. Técnica: xilogravura. Dimensões: 56,3 cm x 28 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque. Paraíba, s/d. Técnica: xilogravura. Dimensões: 44 cm x 26 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque.Sem título, s/d. Técnica: xilogravura. Dimensões: 43,7 cm x 45,5 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque.Nordeste Holandez 1638, s/d. Técnica: xilogravura. Dimensões. 50 cm x 28,9 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque. Itamaracá, s/d.Técnica: xilogravura. Dimensões: 43,2 cm x 23,3 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque.Nordeste Holandez 1638, s/d. Técnica: xilogravura sobre tecido. Dimensões: 56 cm x 29 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque. Nordeste Holandez 1638, s/d. Técnica: xilogravura sobre tecido. Dimensões: 47,9 cm x 40,4 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque. Nordeste Holandez 1638, s/d. Técnica: xilogravura a cores. Dimensões: 55,8 cm x 32,4 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque.
Alagoas de Atrum, s/d. Técnica: xilogravura. Dimensões: 71,5 cm x 39,7 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque. Fortaleza de Santa Catarina – Cabedelo, 1993. Técnica: xilogravura em papel sobre madeira. Dimensões: 70 cm x 39 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque.Ilha de Itamaracá – PE, 1993. Técnica: xilogravura. Dimensões: 71 cm x 35,5 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque.
Parahyba do norte, 1993. Técnica: xilogravura em papel sobre madeira. Dimensões: 71 cm x 39,8 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque. Pernambuco, 1993. Técnica: xilogravura em papel sobre madeira. Dimensões: 70 cm x 39 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque. Fortaleza de Santa Catarina – Cabedelo, 1993. Técnica: xilogravura em papel sobre madeira. Dimensões: 70 cm x 39 cm. Doação do artista. Foto: Maycon Albuquerque.
Última atualização: quarta-feira, 1 de abril de 2026