Recife – PE, 1933.
Natural de Recife – PE (1933), veio a óbito aos 87 anos na mesma cidade em 2020, o artista pernambucano passou por diversas áreas das artes e se tornou conhecido como gravador, pintor, escritor, cenógrafo e cronista de arte. Sua trajetória como artista teve início em sua cidade natal no ano de 1950, quando estudou desenho e pintura com os artistas Reynaldo Fonseca (1925) e Abelardo da Hora (1924). Com Abelardo fundou o Ateliê Coletivo junto aos artistas Gilvan Samico (1928), Ionaldo (1933 – 2002), Ivan Carneiro, José Cláudio (1932), Marius Lauritzen Bern, Wellington Virgolino (1929 – 1988) além do Clube de Gravura do Recife em 1952. Atuou como presidente da Sociedade de Arte Moderna do Recife (SAMR) em 1964, a qual fazia parte como membro desde 1948, juntamente à sua posição na liderança do Clube de Gravura de Recife. Fundo a Galeria Itinerário em 1979, e entre 1981 a 1987, dirigiu a Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães (GMAAM), nesse período, ocupa a função de assessor de artes plásticas da Fundação de Cultura da Cidade do Recife em 1981 e o cargo de chefe da divisão de artes plásticas da Fundação de Cultura da Cidade do Recife em 1982. Assumiu o cargo de vice-presidente da Escolinha de Arte do Recife em 1987 juntamente com a direção do Museu Murillo La Greca que durou até 1996. Após isso, em 1996 voltou a assumir a Galeria Metropolitana de Arte, assumindo o cargo de diretor administrativo após a reforma da Galeria em 1997 que mudou o nome para Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM). Em sua trajetória também atuou em desenhar capas de disco e livros para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e ilustrador de colunas para períodos de jornais como no Jornal do Commercio, Correio do Povo, Última Hora e Diário de Pernambuco.
O artista se mostrou muito presente com temas sobre Carnaval, como os álbuns de desenhos sobre frevo e maracatu em 1979, além de outras festas populares e cenas cotidianas do velho Recife retratadas em suas pinturas e desenhos. Ganhou premiações ao decorrer de sua trajetória artística, como o prêmio de “Melhor Cenógrafo” pela Associação dos Cronistas Teatrais de Pernambuco, pelo cenário da peça “Da Lapinha ao Pastoril”, de autoria de José Mendonça, montada pelo MCP no Teatro Santa Isabel e o Troféu “Destaque nas Artes Plásticas”, na VI Festa dos Destaques, coordenada pela colunista Inah Torres na cidade de Petrolina – PE. Recebeu o título de Comendador da Ordem do Mérito Capibaribe do Recife em 1985 juntamente com a medalha Amigo do Teatro Santa Isabel, e no ano seguinte, recebeu a medalha concedida pelo Caxangá Ágape. Além disso, é membro da Academia de Artes e Letras no Recife e da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro.
Suas exposições coletivas e individuais percorreram o estado pernambucano e estiveram presentes em outros estados, na qual se destaca em exposições individuais e coletivas no Museu de Arte Moderna da Bahia (1964), Galeria Metropolitana de Artes Aloísio Magalhães (2000), 2a Bienal de Artes Plásticas do Nordeste (1970), Museu Murillo La Greca (1992) e na Galeria de Arte Scala (1977). Também participou de inúmeras coletivas em galerias, salões, museus, espaços culturais no Brasil como nos estados de São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão, Goiás, Alagoas e outros, e no exterior apresentando seu trabalho na França, Estados Unidos, Portugal e Itália.

Última atualização: quarta-feira, 8 de abril de 2026